sexta-feira, 8 de outubro de 2010

"NOW AND FOREVER"

CAP. 5 Era um outro dia e Celine estava presa em casa, sozinha com o (talvez) futuro padrasto. Sua mãe havia saído para pagar umas contas e logo voltaria. -Jamais verá aquele rapaz novamente, ouviu? Eu proíbo terminantemente! -Nunca irá nos separar - desafiou ela - ficarei com ele para sempre, enquanto eu viver! -Sua tolinha - caçoou ele - não percebeu que ESTÃO separados? Você aqui e ele só Deus sabe onde! -Por que VOCÊ me carregou á força, covarde! Ele desceu-lhe a mão, mas ela, rápida, desviou a tempo. -Aprendeu com le, é? Daqui a pouco tá dando loops por aí.-Aprendi oquê, a desviar-me rápido? É, quem sabe... - dito isso, deu as costas para sair, mas João agarrou-lhe os braços com força. -Celine, nunca dê as costas quando eu estiver falando cm você, sem educação! Dessa vez, foi pra valer. Segurando-a com uma mão, bateu-lhe forte com a outra, jogando-a ao chão, chutando-a com violência e saiu do quarto. Por um bom tempo, ela ficou ali, o sangue escorrendo das partes agredidas do corpo quando sua mãe chegou. -Celine! - chamou, sem resposta. Foi quando passou por seu quarto ao entar no corredor e a viu - meu Deus... filha, oquê...? JOÃO!! -O que é? - respondeu ele, de má vontade. -O que significa isso? Não tem direito algum de relar a mão nela, nem mesmo em mim. Juro por Deus que vou te denunciar, e vai ser agora! -Experimente, e eu te mato, mulher! - ameaçou ele. -Ah, vá catar coquinhos e ameaçar sua avó! - zangou-se ela, ajudando a filha a se erguer e levou-a para a sala, onde deitou-a no sofá - Nyne, é melhor irmos para o hospital, acho que tem ossos quebrados aí. Sente dor ao se mexer? -Um pouco sim, mas ele não vai deixar - a moça respondeu, respirando com dificuldade. Levou a mão ao peito e tocou a estrela do cordão. -Põe logo dentro da blusa ou... -Não se preocupe, isso nunca sairá, nem arrebentará - segredou a filha - mas por que o hospial? -Como dise, João deve ter quebrados alguns ossos aí ao e agredir. Além disso, tenho o pressenti mento de... Nem terminou. Ajudando a filha, foi para a garagem e a colocou no banco traseiro do carro de 4 portas. Abriu os portões, entrou no carro, deu a partida e saiu, dirigindo até o hospital mais próximo. A moça continuava com a mão sobre a estrela e adormeceu, pensando em Ballyan.

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