sexta-feira, 8 de outubro de 2010

"NOW AND FOREVER"

CAP. 12 João estava em casa, assistindo á TV, quando o telejornal mostrou o inexplicável acidente com o enterprise Ballyan, que o deixara já desconfiado e de cabelos em pé. -Ah, é ele - exclamou - o tal Ballyan é um... sabia que ele era perigoso. Preciso trazer Celine para casa imeditamente e proibi-la de vê-lo. E vou arranjar alguém para ela! Desligando a televisão, ele sai, tranca a casa e começa a perambolar a esmo pela cidade, observando á tudo e á todos, nada escapava de seu olhar atento. Até que finalmente o viu, sentado em um banco: Poseidon [Robert Pattinson]! Um top spin que, como Ballyan, havia se transformado inexplicavelmente em uma explosão durante um teste, já em outro parque. O que ele não sabia é que o danado era o terrível que derrubara o garoto no Playcenter na década anterior. De jeans, camisa xadrez e cabelos curtos, despenteados, ele lia um livro sentado em um banco do Ibirapuera. Ouvindo um psiu em sua direção, ele fechou o livro, pois já o havia terminado, e olhou sério para todos os la dos, a fim de saber quem o chamara. -Quem me chamou? - indagou para o ar. -Fui eu - respondeu João - preciso bater um lero com você, tem um tempo, por favor? Desculpe atrapalhar, é claro. -Se for pra te derrubar, tenho tempo de sobra. -Ei, que violência é essa? - perguntou, recuando - vim em paz. -Tudo bem, relaxe - disse o outro - o que você quer? Vale lembrar antes de tudo que dinheiro não é minha praia, sacou? Nada em troca. -Então vai ser dificil negociar a vigilância e o comprometimento com minha enteada. -Oquê, vigilância e comprometimento? Mas qual o motivo? Não sou policia, nem cão de guarda pra vigiar ninguém. E nda de compromiso, sou e desejo continuar sendo um homem livre para sempre! A não ser de mentira, alguma armação para separar algumc asalzinho rebelde. João explicou o caso, contando a história desde o inicio e o top assentiu. Contou também sua histó ria e o mau-caráter achou ótimo. -Como se chama, afinal? - indagou ele. -João Gustavo - respondeu - e você? -Poseidon - respondeu o top spin - vale lembrar mais uma coisinha: não tenho nada pessoal con tra Ballyan, inclusive, fui colega de parque dele. É apenas para vigiar e manter Celine afastada do enterprise. É bom que saiba desde já o que sou, para não se espantar mais tarde. Bom, creio que já sabe, pois contei minha história também. João logo sacou a dica, mas aceitou a presença dele. Com autoridade até para derrubar gente por aí, o space loop impunha medo e respeito, sendo assim, seria um ótimo vigia para Celine. E com certeza, forçaria a união da moça consigo. -Vamos até sua casa e poderá me apresentar á ela. Só vou devolver este livro á biblioteca, pois já o terminei. Livrinho ótimo, Shakespeare é um gênio! João não deu atenção ao comentário, pois não era muito chegado á livros. Sua leitura se resumia á jornal e revistas mais sérias. Atravessarm a rua ao saírem do parque. Poseidon entrara para devolver o livro e saíra, acompanhando enfim ao homem. -Só há um problema, Sr. Poseidon - foi o outro logo avisando - ela não está em casa. Fugiu com Ballyan, que a pegou e levou consigo só Deus sabe para onde. -Ele entrou em sua casa numa boa, com facilidade, não é? Ele faz e sempre o fará, sua habilidade em muita coisa é enorme. Ele é um Enterprise. Devo saber onde poderão estar - ponderou o top - venha comigo, vamos ao Playcenter. -Deus me livre, nem pensar! -Alguma objeção ao meu antigo lar? -Sim, odeio parques de diversão em geral. Aliás, odeio locais de lazer, seja parques, cinema, cir co... me dá nojo ver pessoas se esbaldando á vontade nessas coisas! -Hum, está bem - voltou-se o outro - me espere do lado de fora então. João ficou esperando do lado de fora e Poseidon entrou, após ver uma foto dela. Ficou a peram bolar entre as pessoas, procurando por ela, que estava com Ballyan na Looping Star, se esbal dando com os outros passageiros. -'Não acredito' - soltou o Evolution - 'o "derrubador" voltou, ninuém merece!' -É isso aí, Graham Fabbri - assentiu ele - voltei, irmãozinho. Mas dessa vez é rápido, apenas pro curando uma pessoa, não pretendo ficar. -'Ufa, graças a Deus' - suspirou o outro, erguendo-se no ar com seus passageiros. -Bom giro, Graham - despediu-se e saiu, assobiando um rock clássico. Correu para a área da mon tanha-russa e os viu saindo. A roller, pressentindo algo errado, rosnou. -CELINE HITCHCOCK!! - ele chamou, aos gritos. -Quem é, você conhce? - indagou, os dois se entreolharam. -Eu não - ela respondeu - e você, Bally? -Não que eu saiba. E não é o Russell, vem...Abraçando-a na cintura em atitude protetora, o enter prise a conduziu sem pressa pelo parque, puxando um giro em outros rides e finalizando em Gra ham Evolution. -Olá, Graham - cumprimentou o enter - vai rodar? -'Vou e tenho notícia pra vocês, sobe aí.'Os dois subiram junto a outros passageiros, sentando-se lado a lado. O guarda-fila subiu e rondou a plataforma, fechando as travas, conferiu se todos esta vam seguros e desceu, fazendo sinal ao operador na cabine, que o ligou, e o Evolution começou a girar, erguendo-se no ar. (Ih, até rimou!) -'Ele esteve aqui' - contou ele - 'se ainda não está perambolando por aí.' -Ele que, Graham? - indagou a moça. -'Ele derrubou um garoto aqui na década anterior' - continuou - 'e sofreu dias depois um acidente igual ao de Ballyan, aliás até pior. Cuidado com ele!' -Poseidon, o space loop - explodiu Ballyan - aqui de volta? Como teve coragem? -Bally - sobressaltou-se ela, repentinamente - não teria sido ele quem me chamou aquela hora? Meu Deus, João deve ter mancomunado com ele! Celine respirou fundo, um arrepio correu por sua espinha e um pavor a congelou. Sentiu Ballyan seu lado, pegando em sua mão. -Vou pedir a Graham para não parar, nos levar para longe, ok? - cochichou o Enterprise - relaxe, Poseidon não fará mal algum a você, não vou deixar. -Não pode, Bally - sussurrou ela - e os outros passageiros a bordo? Uma hora, eles têm de sair! E ele realmente parou. O guarda-fila novamente subiu e abriu as gôndolas, os passageiros desce ram. Ballyan pegou firme em sua mão e os dois saíram caminhando pela plataforma até a escada de saída. -Olás - disse o outro ali perto - vi que gostaram de pegar um giro com meu irmão! -'Vai ver se estamos lá na esquina, Poseidon!' - exclamou o outro - 'Ballyan, Celine...'Os dois correram e se esconderam no cinema. -Vamos dar um tempo aqui até ele desistir e ir embora - cochichou Ballyan, abraçando-a firme - vou pôr um filme pra gente passar o tempo. -Olha, acho que não pode mexer, hein? - murmurou ela - eu também quase caí dele na época. Estava com a turma que embarcou com o filhote e o vi cair. Muita gente reclamou de folga na trava-colete. Eu escorreguei e quase passei por baixo da trava e, por sorte, me agarrei á barra de ferro, empurrando o corpo para o encosto. Soltei uma das mãos e agarrei a minha trava, quando ele deu uns dois giros e logo parou, ainda bem! Depois ele saiu, foi para Recife e voltou, ficando mais um mês e logo saiu de uma vez. Foi uma experiência realmente assustadora. Ele continuou funcionando depois do garoto caiu, assustando a todo mundo. E agora, volta pra atazanar, fala sério...

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