sexta-feira, 8 de outubro de 2010
"NOW AND FOREVER"
CAP. 9
No Brasil, João se dá conta da ausência das duas, furioso.
-Droga - explodiu - pra onde será que elas foram, será que viajaram? Então, ele arrumou tudo e vazou pros EUA, rondando as cidades. Enfiara-se em um bom hotel em Los Angeles, já que era rico de família e podia custear hospedagensem qualquer lugar Enquanto Jorge trabalhava de caminhão, viajado, João lidava com distribuidora de produtos hospitalares e medicamento, era formado em Farmácia e gostava muito do que fazia. E ainda havia mais uma irmã, Juliana, casa
da e pediatra, residindo no Rio de Janeiro, cujo marido era bom e tinham um filho pré-adolescen
te chamado Jesus, menino bom e prestativo que adorava ajudar as pessoas. De volta á realidade nos EUA, já era dia seguinte, porém, ainda 5 da manhã, e Celine abraça Ballyan ainda mais forte, enterrando o rosto em seu peito, sentindo-se envolvida também.
-O que foi, Cê? - sussurrou ele.-Não sei, tive um pressentimento.
-Alguma relação a seu padrasto?
-Futuro padrasto, se depender dele. Foi sim, que ele veio para Los Angeles - cochichou ela - e acho que veio.
-Não se preocupe, não vou deixar que faça mal a você nem á sua mãe e nem a Russell.
-Alguma hora, vamos ter de sair á cidade e não sabemos onde ele pode estar, se aqui, em Nova Iorque ou qualquer outra cidade por aí.
-Olha... vamos procurar não pensar nisso agora de madrugada e não se preocupe, ok? Agora durma, minha Celine Hitchcock.
-E puxa a orelha do Spock - completou ela. Os dois sorriram e voltaram a dormir. Finalmente o dia chegou e Ballyan olhou o relógio ao lado, 9 horas. Levantou-se.
-Onde vai, xuxu? - indagou, sonolenta.-Tomar um banho - respondeu ele - são 9 horas. Bom dia, minha estrela!
-Hmmm bom dia, meu sol - murmurou ela, espreguiçando-se. Ele, na brincadeira, avançou para puxar seu braço e fazê-la levantar, e ela deu o braço livre, recuando o de pulso enfaixado.
-Vamos ver esse pulso, certo? - sugeriu ele. Sentou-se ao lado dela na cama e tocou-o de leve - sente dor quando rela?
-Ainda um pouco quando aperta - ela respondeu - ele o virou com muita força pra machucar mesmo. Acho que a intenção era quebrar...
-Vamos trocar a faixa - disse, tirando a velha e colocando a nova, após aplicar um gel contra luxa
ção. Prendeu-a firme como fizera com a atadura velha, com durex. Deixou que ela tirasse a blusa e colocou o saco plástico para não molhar sob o chuveiro. Enquanto ele foi arrumar o banheiro, ela pegou calcinha e roupa para si mesma, pois ele já havia pego a própria. Uma leve batida á porta se fez ouvir.
-Sou eu, Russell - anunciou - bom dia, mana, pode abrir aqui, por favor?
-Xiii, Russy - fez ele - sem chance agora, sorry. Tô nua, vou entrar no banho agora. É muito urgente?
-Não, pode ir para o banho, falo depois. Mas não demora, por que o café tá quentinho!
-Ok, valeu pra chuchu. O problema é que eu não tomo café, é muito raro. Só no frio.
-Era o Russell? - indagou o enterprise lá do banheiro.
-Era sim, mas nada urgnte.-Que bom - voltou-se ele - agora vem, que a banheira está cheia e quentinha. Ouvindo os passarinhos lá fora, os dois entraram na enorme banheira, que mais parecia uma piscina. Celine procurou submergir o corpo muito devagar, pois sentia as escoriações arderem muito.
-Aaaf - exclamou, respirando fundo.
-O que foi, ardeu alguma coisa?-As escoriações causadas por João são muito recentes e ardem ainda. Melhor eu submergir devagar. Não me apresse, por favor. Ele abriu a torneira fria, deixou cair um pouco e fechou-a, a fim de temperar a água, que estava muito quente. Então assim, ela conseguiu entrar melhor. Tomaram banho, relaxaram na banheira e saíram. Enxutos e vestidos, os dois saíram, ambos de pano na cabeça para secar. Tomaram o café da manhã, subiram para escovar a boca e pentear os cabelos, ela penteando o dele e vice-versa. Esticaram as toucas no banheiro e saíram novamente.
-Melhor pôr as toalhas ao sol - sugeriu ela, pegando tudo, até a prórpria calcinha. Desceram, en
contrando uma das empregadas, que estendeu as mãos para pegá-las.
-Obrigada - agradeceu Celine, entregando tudo.
-Ainda com o plástico no braço, mana? - riu o irmão, olhando para ela.
-Nossa, até esqueci!
O irmão então tirou-o.
-Obrigada, lindinho - dise ela, lançando-lhe um beijo na bochecha e acariciando seus cabelos bran
cos, curtos, repicados e macios. Ballyan, atrás de ambos, apenas sorriu.
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