domingo, 10 de outubro de 2010
"O DESTINO DE POLLY"
CAP. 20
De volta ao mundo real, no Brasil, em uma velha, humilde e pequena casinha de roça de uma ci
dadezinha de interior, para onde havia se mudado, o casal José e Lolita discutiam, como sempre.
-Curpa sua, Zé! Si num tivesse jogado a guria fora naquele barranco, ela num tinha sido levado imbora cum aquela famia, taria cum nois!
-Mais nois num quiria ela, o qui nois ia fazê?
-Jogá um orfanato, sei lá. Ou inté matá.
-Matá é pecado, é contra Deus, muié!
-Ara, Zé! Qui si dane, nois é ateu, num liga pra essas babosera. Bão, eu num ligo! Mais nois podia continuá a fazê o qui nois fazia quando ela vivia cum nois!
-Mais agora é tarde, num dá mais pra pegá di vorta. Nois num tem dinhero nem pra mor di cu
mê dereito, quem diz qui tem pra mandá arguém ou nois mermo i atrais dela?
-É vredade - murmurou D. Lolita - i agora, ela tem di tudo. Cumida, brinquedo... inté uma irmã mais véia o nova, sei lá.
-Quem falô qui Polly tem irmã?
-I aquela otra minina qui tava junto cum o casar no pega-avião?
-Num sei... podi sê arguma prima di longe ô fia di argum amigo daquele casar, cunvidada pra ir junto.
-Ô fia delis mermo - voltou-se Lolita
É, podi inté sê.
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