domingo, 10 de outubro de 2010
"O DESTINO DE POLLY"
CAP. 17
De volta ao sombrio castelo de Maximus, as duas meninas já começaram os trabalhos árduos de escravidão, sob gritos, ameaças e chicotadas.
-Como a gente vai fazer alguma coisa com as mãos presas atrás do corpo? - indagouPolly, sem desafiá-lo.
-Usem os dedos dos pés como pinças e os próprios como vassouras - disse ele, mostrando como se fazia. Seus sapatos negros de couro italiano reluziam, recém-engraxados por ele mesmo, seus cabelos puxados para trás em um apertado rabo.
-Pra você é fácil, né? - desafiou a outra - você tá solto!
-Looping Star, nunca mais me desafie ou dirija-se a mim dessa forma - rosnou ele, o rosto quase colado ao dela, segurando seu braço com firmeza - ou vai se arrepender.
-Me faz qualquer coisa e meu pai acaba com você!
-Posso retornar, Loopininha! Sou como gato, tenho várias vidas. E ninguém fará nada, nem liber
tará vocês. Continuem trabalhando em silêncio ou mato as duas!
-"Esse cara é mau" - pensou Polly - "igual ou pior que meus pais de verdade! Tô com um me
do..."
Para sorte de ambas, ele não lia mentes, graças a Deus. Mas por outro lado, pressentia quando alguém estava com medo pela fisionomia, atitudes e recuos quando ele se aproximava. E pôde percebê-lo na menor.
-Está com medo, Pollynha? Posso notá-lo em seu rostinho assustado. É bom que tenha medo, e muito! Porque eu sou o motivo, provoco medo, sou capaz de coisas que vocês nem imaginam, sua sombra, o pesadelo eterno que jamais terá fim! E que crava tão fundo que jamais alguém conse
gue superar. Dou-lhe o trauma eterno, forte e quente como o fogo. Essa é uma das habilidades de minha espécie!
As duas queriam agredi-lo com socos, chutes ou empurrá-lo, mas estavam presas. Queriam gri
tar, mas a voz não saía, as cordas a calavam quando elas tentavam. Então, recuaram para trás. Agarrando-as com violência, puxou-as de volta.
-De pé imediatamente - ordenou aos gritos.
-Por que tá fazendo isso, o que a gente te fez? - murmurou Polly.
-O que te fizemos pra nos raptar e maltratar?
-Looping Star, sempre desafiadora e pergunta demais, igualzinha sua mãe. Neeor era assim tam
bém, acredita que ela já até me derrubou? O que farei com você, te calo para sempre? Ou...
-Que tal... NADA, Maximus? - sugeriu uma forte voz de trovão.
-Pai!! - exclaram as duas, dirigindo-se a ele, mas o top agarrou-as, impedindo.
-Solte-as imediatamente! Você havia sido morto, Rex o matara vingando os pais dele!
-Sou como gato, Imperator- voltou-se o oponente - tenho várias vidas. Sou como uma fênix re
nascida das cinzas e as duas aqui agora são minhas escravas, jamais serão libertadas!
-Não me faça rir, mané! A escravidão não existe mais há muito tempo!
-Aqui em MEU castelo sempre existirá. E agora, no reino também. É, eu assumi o controle de to
do o EK, todos estão sob meu poder! Neeor Lappy casou-se com você, agora estão os dois pagan
do caro pela ousada união. E pagarão mais caro ainda.
-As meninas ficam de fora, é uma ordem, Maximus! Criança não tem nada a pagar por atitudes de adultos!
-Tsk, tsk- fez o top - elas são a isca, a chave para abrir as portas de minha vingança. Em quem descontaria, senão nas filhas de vocês para doer mais, hein?
-Em ninguém! Já chga, parece um moleque mimado de dois anos de idade!
-Imperator Salvatore, não me...
-EU odesafio SIM, Máximus! E acabo com você. Dessa vez, você está sozinho, rapaz!
-Ah, não. Não estou, quer provar? - ele assobiou e aquele Mega Looping apareceu imediatamen
te ao seu lado, o arco enorme intimidando Polly, que tentava recuar.
-Q-que coisa é essa?
-É um looping, Pollynha - respondeu Maximus, acocorando-se ao seu nivel - chama-se Mega Lo
oping e é tão perigoso quanto eu, senão pior.
-Alguém traduz? - pediu a menina - nunca vi isso em lugar nenhum!
Puxando-as para si, Imperator conseguiu libertá-las das cordas, enviando-as para seu próprio castelo, sem ver o chiclete. Ficando ali, lutou contra Maximus até derrotá-lo de uma vez. Vendo-o caído ali, abriu o portal e foi para o Cristal, a passagem se fechando em seguida.
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