domingo, 10 de outubro de 2010
"O DESTINO DE POLLY"
-Epa, epa- exclamou. Agora estava sozinho, pois perdera todos os soldados. O único que voltou-se fielmente para ele foi aquele Mega Looping do reino mesmo, que não se transformava - carnes frescas no pedaço!
Abriu o portal, sugando-as para si e, logo após a passagem, o portal fechou-se.
-Nossa que escuridão - exclamou Polly - onde é que a gente tá, Loo?
-Não sei, nunca estive num lugar escuro desse jeito! O dono deve ter esquecido de pagar a conta de luz!
-Muito engraçado - trovejou uma forte voz masculina. Uma fraca luz de uma pequena lanterna as iluminou e elas deram de frente com ele, alto e imponente em pé ali diante delas, os cabelos escuros caindo em leves ondas até os ombros e os olhos faiscando perigosamente de satisfação. Tentaram gritar, mas ele as silenciou apenas erguendo a mão - poderão murmurar entre si, mas sempre que tentarem gritar, suas vozes não sairão. Ficarão aqui e - ele olhou para o chiclete nas duas - presas para sempre!
-Quem é você? - indagaram juntas, ainda sentadas como caíram.
-Oh, esqueci de me apresentar - disse ele, fingindo-se envergonhado - me chamo Maximus, o go
vernante deste lugar. E vocês? Vamos, sua vez!
-S-sou Looping Star.
-E eu, P-Polly.-Somos irmãs há poucos meses.
-Looping Star... hum, interessante coincidência - murmurou ele - a filha de Imperator Salvatore e Neeor Lappy tem justamente este nome. Nunca falaram de mim a você?
-Já sim uma vez - respondeu ela - ela já esteve com você, acertei?
-Sim, acertou. Aos 8 e depois, aos 15 anos e quase casou-se comigo. Colocou em você o nome da única imperatriz deste reino e grande amiga dela quando aqui chegou.
-E cadê a moça, essa imperatriz? - foi a vez de Polly perguntar.
-Foi muito machucada tentando proteger a mãe de Looping, não aguentou os ferimentos e mor
reu. E você, Polly... tem jeito de ser adotada, estou certo?
-É, fui - retrucou ela - agora, deixa a gente voltar pro nosso mundo. Todo mundo na escola deve estar procurando pela gente!
-Pois procurarão até cansar e jamais as encontrarão. A partir de agora, serão minhas! Minhas escravas chicletadas! HAHAHA!!!
Dito isso, o chiclete secou e cordas ataram-nas, de braços atrás do corpo e nas pernas, de modo que pudessem se mover para andar, mas não se soltar.
-Vou deixá-las a sós por um tempo para que possam acostumar-se á nova situação.
Colocou um pequeno espelhinho de loja de calçados diante delas e saiu, trancando a porta. As du
as sentaram-se na cama com os pés diante do espelhinho, balançando e sacudindo-os frenetica
mente, na fracassada tentativa de se libertar.
-Agora ferrou de vez, Loo!
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