domingo, 10 de outubro de 2010
"O DESTINO DE POLLY"
CAP. 24
Ainda no abrigo, já era noite, quando Polly dormia, e sonhou. Sonhou com a nova família e com o reino EK, sobre o qual jurou guardar segredo, pois ninguém acreditaria. Sonhou com os aconteci
mentos recentes, a escola em que havia entrado, tudo o que havia ganho - roupas, spatos novos e brinquedos, material escolar, livros, e o mais importante: amor e carinho. Tudo o que, num bre
ve intervalo de tempo, fora-lhe tirado á força. Chorou silenciosamente, quando uma barulheira se fez ouvir.
-Viemo catá a guria - disse José, arreganhando as portas com violência.
-Chhh, quer acordar todo mundo? Não sabe que horas são? - esbravejou a diretora, que acor
dara como ruido.
-Nois num sabe vê hora, dona - disse ele - intonce, pra nois, esse montuera di número nessa coi
sa redonda num interessa!
-Só viemo buscá nossa fia, muié - disse agora D. Lolita - o dotor juiz disse que mandô ela pra cá.
-Mas poderiam ter esperado até amanhã - enfatizou a diretora - não permitirei que a carreguem a essa hora da noite, está muito frio!
-Ara! Criança tem qui aprendê a sê dura i forte e guentá essas coisa - zangou-se ele.
-Criança alguma tem de carregar fardo algum nas costas - voltou-se a diretora - por favor, quei
ram se retirar ou chamarei a polícia. Voltem amanhã e boa noite.
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