sábado, 27 de fevereiro de 2010

"CHAMAS DE RAKVERE 2" - Capítulos

CAP. 1 Passaram-se alguns meses desde que os jovens retornaram ao Brasil depois doque passaram em Rakvere, na Estônia. Com excessão de Sarah, os outros já haviam concluído a faculdade e colaram grau com honra ao mérito, já estavam organizando o baile de formatura, no salão do Thermas de SP. -E aí, Cê, oque vai fazer? - indagou Lucas, um colega de classe. -Como assim? - quis saber ela. -Depois do baile, sei lá... alguma pós, doutorado...? -Ah, não - respondeu ela - vou continuar oque faço nas horas vagas e enviar currícu los para atuar na área de cinema. Russell quer atuar como produtor. -E você? - voltou-se o amigo. -Ainda não sei... preciso pensar ainda. E você, oque quer fazer? -Xiiiiiiiiiii,não sei ainda - respondeu ele - penso em ser roteirista. -Hum... legal. Vanessa, empresta o durex, por favor? - gritou ele - preciso juntar essas flores aqui pelo cabo. Eram flores artificiais que enfeitariam os vasos das mesas e possuíam cabos compridos. -Quem me ajuda a colocar essa faixa aquiiiiiiiiii, por favooooooooooor? - gritou Russell. -Pode ser eu? - indagou André, um formando em Administração. -Pode, ué! Cadê o Carlos e o Claudiney, hein?? -Acho que um deles foi ao banheiro - respondeu o moço. -Ei, eu tô aqui, cara!! - gritou um deles - o Clau foi procurar uma banda para nós. -Boa - elogiou o loiro - e os equipamentos de som? -Estão sendo preparados ali no palco - voltou-se Angelina. E ficaram então a tarde toda arrumando o salão junto aos organizadores do próprio clube. O baile seria no dia seguinte. E então, de volta para a república Bom Jesus, a turma conversa sobre os preparativos do baile e oque iriam usar. Alguns ainda discutiam sobre oque fariam depois da facul. Sarah, apesar de ainda estar prestes a entrar para uma faculdade, decidira-se já so- bre oque faria: Psicologia. Queria atuar na área de traumatologia, transmitindo for- ças para o espírito dos acidentados. -Uau, legal! - exclamou Angelina, sentando-se perto da amiga com uma latinha de Sprite na mão - uma área diferente, não? -Mais ou menos - voltou-se a outra - costumo ver mais médicos nessa área, mas atuan-ndo como cirurgiões, etc. Nunca vi alguém atuando na área psicológica e as pessoas que sofrem acidentes ou têm alguma doença precisam de apoio psicológico, sabe...? -É mesmo. Mas será que por aqui tem? -Claro que tem, Angie! - respondeu a moça - posso cursar Psico comum e depois me especializar nesa área! -Tem razão! - virou-se Russell, do topo da escada para o segundo pavimento. -Bom, galera... vou dormir. Amanhã é o grande dia para todos nós! - exclamou Celine. E todos seguiram seu exemplo. CAP. 2 Chegou o momento que todos esperavam: o baile. Assemelhava-se mais á cerimônia de entrega do Oscar, de tão belo estava o salão, os formandos e seus convidados. A música rolava solta, assim como os comes e bebes e as conversas. Jeisa, colega de classe de Russell e Celine, chegou neles e indagou, discretamente: -Pra quando é o casamento? Vocês estão namorando desde os 18 anos! -Em breve, Jei - respondeu Celine, sorrindo. -Você e o Jerê estão convidados, hein? - interferiu Russell. -Vão colocar uma plaquinha de recém-casados na traseira de um dos carrinhos do Ballyan? -BOA IDÉÉÉIAAAAA!!!!! - gritaram os dois juntos. -Bem original - exclamou ele. -Bom, vou nessa - disse ela - preciso ir ao banheiro. -Ok - voltou-se ele, abraçado á noiva - vamos pegar um salgadinho, amor? -Ótima idéia, vamos sim. E foram para a mesa dos petiscos, quando ouviram uma voz vinda do palco. -PESSOAAAAAAAAAAAAAL, SUA ATENÇÃO, POR FAVOR! - pediu Dvid, o microfone em mãos -tenho um anúncio para vocês. -Oque será? - inddagou Sarah, junto a Carlos. -Sei lá - respondeu ele - só ouvindo pra saber. -Sarah, pode subir aqui um instante, por favor? - pediu novamente ele. E ela foi, postando-se ao lado do moço. -Seguinte: Sarah e eu estamos anunciando nosso noivado! O salão inteiro grita e aplaude. Russell então aproveia a deixa e, pegando Celine pela mão, sobe ao palco e avisa: -Bom... também tenho um anúncio, galera: Celine e eu vamos nos casar!!! Todos gritam e aplaudem mais uma vez. O avô do jovem, assim como seus pais e os pais de Celine, manda erguer um brinde ao casal. -Brinde duplo! - gritou Claudiney, do fundo do salão - um casamento e um noivado!! -Tem razão - dissera o avô do moço. Viera da Alemanha especialmente para a for matura do neto e talvez ficaria para o casamento. E em breve, voltaria para Bremem pois a Huss precisava dele por lá. Era o dono da fábrica. A festa começara ás nove e marcada para terminar á meia-noite. Todos voltaram a dançar, comer, beber e conversar. Uma mãe chamava a atenção de uma criança que tentava pegar uma das flores da decoração, mas nada grave que afetaria a festa e a criança não chorou, pois não houvera violência contra ela. A banda era muito boa e tocava todos os estilos musicais de todas as épocas e ninguém deixava de levantar-se para uma esticada na pista. Ao término, todos saem para suas casas e alguns para a república. Apenas Russell e Celine ainda ficam e dirigiram-se á beira da piscina onde, abraçados, beijam-se apaixonadamente, tendo apenas a lua e as estrelas como testemunhas. E Carlos, que clicara de longe a cena, pois já havia sido antecipadamente combinado. Logo, eles também entavam entrando no carro do loirinho e dirigindo-se á república. CAP. 3 Passou-se mais um mês e agora todos se reencontraram na cerimônia de casamento de Russell e Celine na catedral da Sé e realizada pelo Pe. Marcelo Rossi. Fora uma cerimônia rápida no período da manhã e logo seguiram rumo ao Playcenter, onde seria a festa. E o parque fechado especialmente para a ocasião. O Enter Ballyan já se encon trava lá, com uma de suas gôndolas decorada com flores da estação para o casal dar seu giro apaixonado. Eram pouco mais de cem convidados, pois suas famílias eram muito grandes: pessoas do Brasil e da Alemanha vieram, além de amigos próximos. E, sendo em um parque, ninguém ficaria entediado, contando as horas para ir embora, pois atrações não faltavam por ali para todas as idades. E mais tarde, o buquê seria lançado do alto do Sky Coaster e uma funcionária do parque correra a tentar pegá-lo. Celine, de mãos dadas com o moço e olhos fechados, lançou-o no momento em que balan- çavam no ar. -Aí, hein?? - zombou Claudiney. A moça apenas sorriu. Ele pegou Angelina pela mão e foi o segundo a saltar. O terceiro casal foi David e Sarah. Carlos acabou por saltar com o pai da noiva e todos riram gostosamente. -Ué, fazer oquê? - disse ele - nenhum broto quis saltar comigo, oras! -Mais tarde, você pode ter sorte, xuxu - disse Vânia passando por ele - relaxa. -É o jeito... bom, vou fazer outra coisa por aí - pensou - acho que vou dar uma esticada na montanha-russa... E assim, a festa rolou o dia inteiro e, á noite, todos já estavam de volta em casa. CAP. 4 O casal enfim retornara de sua lua-de-mel que passara em Santa Catarina, aproveitando para dar uma esticada no Beto Carrero. E, com o passar do tempo, adotaram uma linda menina de 10 meses, que batizaram de Marina. Todos novamente compareceram á cerimônia e a menina tivera como padrinhos Claudiney e Angelina. Mas como a criançada hoje cresce muito rápido, não demorou para Marina chegar aos cinco anos. Parecia uma modelo mirim de revista. Possuía longos cabelos castanho-claro, olhos azuis e a pele clarinha. Era alegre e esperta. Tinha oque queria e gostava, sem ser mimada e chata. Quase não chorava e quase nada temia. Conhecera o enter Ballyan e adorava brincar com ele, embarcar para girar, carregando consigo alguma de suas bonecas. E ficava á vontade a bordo. Preferia mais curtir o ar livre no grande quintal da casa, localizada em um condomínio fechado da cidade, brincando com o filhote de cocker Cachorrinho, que ganhara no seu quinto aniversário dos padrinhos. -Mãe, quando o Bally vai chegar, hein? - indagou ela para a mãe, qua saía na porta. -Logo, querida - respondeu - em breve ele estará aqui em casa. -Xuxuuuuuu-uuuuu - chamou Russell, musicalmente - já ligui para o Play. Logo estarão aqui com o Enter para armá-lo. Mari vai poder brincar muito... -Acho que ela tem por quem puxar - voltou-se a mãe - eu ando neles desde meus 6 anos, idade em que ganhei o Ballyan. Passei o gosto para nossa filha. -Tem razão, amor - sorriu o moço. -Filha - chamou Celine, virando-se para ela - vamos levar o Cachorrinho para vacinar? -Vamos, mas quero estar aqui quando o Ballyan chegar, tá bom? -Sim, está. Vamos torcer para o vetê não demorar então, certo? E lá foram as duas levar o cãozinho, que chorou e urinou depois no colo do médico. As duas riram a valer. Ele riu também. -Ah, é, sua espertinha? - brincou ele - só por isso, vais ganhar uma coisinha. E deu á ela uma linda coleira e uma guia e disse: -Para passear com seu Cachorrinho. -Obrigada pra chuchu - respondeu a menina. Chegou o dia seguinte e Marina estava na escola. Estudava á tarde em uma escola montessori perto de casa e adorava, principalmente as aulas de artes e leitura. Ado- rava ler e também já escrevia bastante coisa. Era uma menina inteligente, sem ser super estimulada. Aprendia mais por si mesma, perguntando oque não sabia de vez em quando. E nunca foi de briguinhas entre os colegas. -Agora, vamos mexer com guache - disse a professora. -Podemos desenhar oque quisermos? - indagou um aluno. -Primeiro vamos fazer pintura a dedo, ocupando toda a folha que vou dar á vocês. -Legal - exclamou Marina. Gostava de mexer com tintas para pintar. E as crianças foram recebendo as folhas da professora e começaram a fazer a pintura. Em pouco tempo, ela já estava voltando de van para casa, assobiando. Tomou banho, comeu e logo a mãe a ajudou a fazer a tarefa de matemática e a procurar gravuras em revistas para colar no caderno. CAP. 5 Em Rak, Leonora estava em casa neste momento, de frente para seu computador, á caça de alguma coisa que poderia servir-lhe. Achou uma coisa: que dois dos jovens agora tinham um filho, segundo alguém comentara em um blog. Na verdade, uma filha. Ela apenas era informante do Sr. Tuur, porém, não agia junto a ele. Conheceram-se no parque ano dia do acidente há alguns meses atrás. -"Hum... que notícia boa!" - exclamou ela em pensamento - "pode servir." Ela então imprimiu o texto a fim de levar ao moço. -"Agora só preciso de uma foto da menina, assim, fica mais fácil caso ele queira localizá-la... vou enviar um e-mail. E assim foi o e-mail que Leonora enviou a Russell e Celine: "Venho informar que sua filha poderá se tornar uma modelo de fama internacional. Portanto, necessito de uma foto de rosto dela para melhor avaliá-la. Favor enviá-la neste e-mail: (leomodels@chuchu.net) Agradeço desde já. Leo Models." -"Agora é só aguardar hahahahahahahahaha!!!!!!! A campainha agora se faz ouvir em sua casa: -Ai, Senhor Jesus! - exclamou ela, levantando-se, quando Lucy se adiantou: -Eu atendo, senhora. -Obrigada, Lucy - agradeceu ela - minha coluna deve estar um caco. Preciso ir ao médico... -Leonora está, por favor? - indagou o loiro, cabelos jogados para trás pelo vento. -Sr. Tuur? - indagou a empregada. -Sim, sou eu. Não pareço um galã de cinema? -Ah, sim... - respondeu ela - entre, "Brad Pitt". Sua "Angelina Jolie" está no quarto. Por aqui, por favor. Ah, pára, Cherry! - disse, ao dar de frente com uma nervosa yorkshire, que latia sem parar. No quarto... -Vou deixá-los á vontade. Com licença. -Claro, Lucy. Obrigada - disse a morena - por favor, coloca a ração para a Cherry. -Bom... - começou ele - alguma notícia, Nora? -Sim, Tuur - respondeu ela - olha só essa. E ele olhou, com ar interessado - parece ótimo! Mas não tem foto! -Eu descobri aqui no blog o e-mail do casal e enviei um, pedindo uma foto da menina. Tenho a cópia do e-mail aqui, quer ler? Ela mostrou então a ele a cópia da carta. -Uaaaaaaaaaaaauuuuuuuuu!!!!!!! - explodiu ele - Leonora, você é uma menina genial! Faz inveja até ao Einstein!! -Não é pra tanto, né, rapaz?? Controle-se!! - disse ela, rindo . -Agora é só esperar que Russell e Celine enviem a foto da menina... mas pode demorar um pouco, por isso, recomendo paciência, ok? - avisou o loiro. -Mas vem cá... você está pensando em... SEQUESTRAR a menina? - indagou a moça. -Isso seria crime e eu voltaria a ser preso. Pensarei em outra forma de pegá-la. Quan to a isso, deixa comigo, certo? Bom, preciso ir, alguns dos meus Enters precisam de uma limpeza... -Ai, ai...você e seus Enterprises... - suspirou ela - pior que Michael Jackson!! hahaha -Ele tem um PARQUE INTEIRO em casa, é um pouco diferente de mim. -Aquele parque não é seu então? -Tirando os Enters, só o Top Spin e o Crazy Dance. Eu sou promotor de eventos, Leo. Não se esqueça, viu? Bom, vou nessa! -Peça a Lucy para te acompanhar, se ela estiver desocupada. -E com que ela iria estar ocupada? -Servindo a ração da Cherry. -Aquela cachorrinha que latiu para mim quando cheguei? -Ela mesma - disse a moça - é nervosinha e desconfiada. -Na próxima, deixe-a com um de meus Enters. Ele vai dar nela uma boa lição! E ele então desceu e se foi. Dias depois, a foto da menina finalmente foi enviada. -"Huuuuum...beleza!! - exclamou ela - o casal caiu direitinho na conversa de modelo." Pegou o telefone e ligou para o amigo: -Sr. Tuur? - indagou ela. -"Quem é?" - indagou uma voz de um dos Enterprises. -'Ué...de onde veio essa voz metálica?? Eu, hein??' - pensou a mulher. Desligou o telefone - 'melhor ligar mais tarde. Devo estar vendo ficção demais...' Mais tarde porém, ela volta a ligar: -Alô, quem é? - indagou uma voz masculina. -Leonora - respondeu ela. -E aí, Leo, tudo bem? Recebeu a foto? -SIIIIIIIIIIIM - respondeu ela - e a menina é linda! -Me envia a foto por e-mail, pode? -Sim, vou tentar - disse ela - tem certas coisas que meu pc não obedece. Aí, compli- ca... mas não quer fazer como fizeram com a menininha lá em São Paulo, né? -Não, não tenho intenção de matar ninguém. -Nem eu, quanto a isso, podemos ficar de consciência leve. -Certo - voltou ele - se não der, me avisa, que nos encontraremos e você me mostra. -Está bem - disse a moça - tenho que desligar, até mais! E despediram-se, desligando o telefone. Ela ligara o rádio enquanto trabalhava no pc, um rock nacional começou a tocar. -'vamos ver... enviar a foto por e-mail...' Abriu sua página de e-mails, colocou o endereço do Sr. Tuur, escreveu dizendo que a foto estava a caminho. Procurou então a foto da menina, selecionou e a anexou á carta. Enviou, respirando aliviada. - 'espero que dê certo e ele receba a foto...' Na casa dele, o celular anunciou a mensagem. Ele o pegou, ainda enrolado na toalha, afinal acabara de sair do chuveiro. -Alô? - indagou. -Dá uma olhada nos seus e-mails - disse uma voz do outro lado da linha. -Ah, a foto - lembrou ele - vou olhar, obrigado. só vou me vestir... -Está certo. Tchauzinho, Enterman!! kkkkkkkkkkkkk CAP. 6 De volta a São Paulo, era um fim de semana, Celine estava dando banho na filha e Russell assistindo ao noticiário da TV ao fim da tarde. -Meu Deus... - suspirou ele - como as pessoas têm coragem de fazer isso? Que absur do! Oque será que vai acontecer a esses dois agora que mataram a menina? Pensou em Celine, pedindo a Deus que a guardasse e protegesse sempre. Isso não é correto, realmente, mas infelizmente existe. No banheiro, mãe e filha conversavam. -Filhota, vamos sair agora do chuveiro para dar tempo ainda de brincar mais, né? -É mesmo - concordou a menina - sabe que você pode ser modelo? -Ah, não sei se quero... - disse ela - prefiro aproveitar pra estudar e brincar bastante por enquanto... -É, você está certa, filha. -Ser modelo, só de brincadeira hahaha Vamos brincar juntas depois? -Claro, filha! - disse a mãe - podemos sim, lá no seu quarto. E assim, lá se foram as duas para o quarto da menina, parecia o quarto dos sonhos de toda menina: rosa clarinho e branco, cheio de bonecas, bichos de pelúcia e muitos outros mimos a mais. E na parede, um quadro lindo de um Cristo soltando luzes colo ridas de seu coração. -Amooooooor - chamou Russell. -Oque é? - indagou - estou no quarto da Mari. -Vou até aí então - disse ele - ela já se vestiu? -Estou colocando a calça, pai - disse ela - pronto, pode entrar. -Com licencinhaaaaaaa... - anunciou ele, sorrindo - Nyne, quero falar com você um pouco, por favor. Pode ser? -Só um pouco, porque combinei de brincar com ela. -Tudo bem, não vou tomar muito tempo... -Você espera um pouco, filha? -Sim, claro - disse ela - vou ler um pouco enquanto isso. E a moça desceu, acompanhando o esposo e começaram a conversar na sala. -Olha, não deveríamos ter enviado a foto da Marina para aquela tal agência, viu? É muito sério, pois nunca se sabe se é gente ruim que rouba e maltrata crianças... -Caramba, é mesmo! - exclamou ela - tem razão. Mas já enviamos, como faremos agora? -Salvei aquele endereço que indicaram para enviar a foto dela - sugeriu ele - vou enviar um e-mail dizendo que ela não será mais modelo. -Ela mesma nem quer - voltou-se a mãe - ela quer aproveitar apenas para estudar e brincar bastante... foi oque ela me disse lá em cima. Modelo só nas brincadeiras. -Que ótimo que pense assim - disse ele - quando for adolescente ou adulta, tudo bem. pelo menos vai estar maior e saber se defender, mas agora... Olha, vai lá brincar com a filhota, ela está esperando. Amanhã é meu dia, pretendo passar o dia com ela no Play. -Certo, então vamos brincar e colocarei-a para dormir mais cedo. Afinal, vão ao Play lá pelas 11 horas, pois primeiro vamos á missa, ok? -Claro, amor - respondeu Russell sorrindo e beijando a esposa - já irei lá pra passar o resto da noite lendo pra ela antes de dormir. E lá foi Celine para o quarto da filha, enquanto Russell ia para o escritório ali perto do banheiro social e ligava o computador para fazer oque devia. Digitou o endereço da agência e escreveu o seguinte: "Por favor, me perdoe, mas errei ao enviar a foto. Marina não poderá ser modelo enquanto for menor. Portanto, espero que compreendam,mas sou pai e prezo pela segurança de uma filha minha. Grato pela atenção. José de Jesus". -'Ótimo' - pensou ele - 'um nome falso preservará minha identidade, pois não sei quem poderá estar por trás dessas armações... ou será que sei...?' E enviou. Cutucou a cabeça, pensando novamente, até que chegou á conclusão: -'Minha nossa!! É o Sr. Tuur que pode estar por trás de tudo!! Mas não vou atrapa lhar a brincadeira das duas agora, está quase na hora da Mari dormir e ela pode ficar chateada por ter desviado a atenção da mãe. Depois que ela dormir, falo com a Cê.' E assim chegou a hora de dormir e foi agora a vez de Russell ir ao quarto da filha, ler para ela, como fora combinado. -Filhota, já escovou os dentes? - indagou a mãe. -Já sim e aproveitei pra fazer xixi. Deus me livre fazer na cama hahaha -Isso mesmo, menina esperta! - elogiou a mãe - mas se der vontade á noite, levanta e vai ao banheiro, viu? Seu pai virá agora ler pra você até dormir. Durma com Deus e sonhe com os anjos. Boa noite. - despediu ela, inclinando-se para beijar a filha. -Você também, mãe - disse ela - durma com Deus. E com o papai, lógico hahahahaha -Oooooooiiiiiiiii, filhota - chegou ele, sorrindo - oque vamos ler hoje? -Ah, qualquer um - disse ela, já deitada, com sua linda bonequinha de porcelana. -Olha só, tem um aqui que nunca lemos - disse ele, olhando os livros na prateleira do quarto, bem arrumados - um de reis e rainhas nórdicos. -Boa idéia - concordou ela - mas agora é bom um conto mais leve pra dormir, não?? -É, tem razão - disse o pai - vamos pegar... "A Bela e a Fera"? -Ótimo pra chuchu. Pode ser. E assim, com o livro em mãos, ele puxou a poltrona e sentou-se, começando a his tória, que ela ouvia atenta. Ao terminar, ela já estava dormindo e Ballyan, que entrara em casa por uma porta grande especial, ficou perto da menina, velando por ela e a protegendo enquanto ela dormia. Russell a cobriu, junto á boneca e inclinou-se para beijá-la antes de deixar o quarto. E saiu para conversar com a mãe. -Nyne... - começou ele - preciso conversar com você e é muito sério. -Está bem, amor - disse ela - oque é? É sobre o e-mail? -Sim, é - respondeu ele, sombriamente - descobri quem pode estar por trás dessa ar mação toda... o Sr. Tuur, só pode ser. -Creio que pensei a mesma coisa, amor - disse ela, raciocinando - depois de tudo oque passamos nas mãos dele durante aqueles dias que ficamos lá... Meu Deus... -Temos agora que estar atentos a tudo o tempo todo... será recomendado não enviá-la á escola? -Não sei... ele pode aparecer ou enviar alguém para buscá-la a qualquer momento e em qualquer lugar - disse a mãe - e não podemos privá-la de ter uma vida normal e sair sem que ela saiba o real motivo da proteção. Esconder as coisas só servirá para as sustá-la e isso não é certo... realmente ela não pode perder as aulas. -É verdade - concordou o pai - acha melhor não irmos ao parque amanhã então? Ela não pode ficar presa em casa a vida inteira, né? -Contanto que vocês dois NÃO se desgrudem, que você mantenha-se atento o tempo todo, certo? E se for de mãos dadas, melhor ainda. E em brinquedos infantis que não puder entrar, por favor FIQUE JUNTO dela ou grudado á grade, esperado por ela. Ao sair, corra para perto da saída do brinquedo e a pegue imediatamente. -Certo - assentiu ele - só não posso sair empurrando Deus e o mundo, né? O povo vai achar ruim... mas farei oque estiver ao meu alcance. Não quer ir também? Já que vamos primeiro á missa... -Poderei ir sim - disse a esposa - vamos á missa, almoçamos e depois, vamos ao parque. -Se almoçar, não poderemos andar em nada, teremos que ficar esperando fazer a digestão... -Mas não podemos ficar sem comer, né? Nem ela. Poderemos comer algo leve então. E lá, tomaremos um lanche no fim da tarde... CAP. 7 Chegou o dia seguinte e a família levanta-se para se arrumar para ir á missa. Logo, Celine vai ao quarto da filha para acordá-la. -Filhotaaaaaaa - chamou ela, musicalmente - vamos acordar? -Vamos á missa, né? - indagou a menina, levantando-se. -Sim, vamos - respondeu a mãe - e depois vamos comer alguma coisa e vamos ao Playcenter. Nossa, vamos brincar pra chuchu hoje! Então... coloca uma calça jeans e uma blusinha comprida. Leva na sua mochilinha um shortinho e uma camisetinha mais curta e uma jaquetinha. Vai ficar no carro, só se precisar, a gente pega. -Uaaaaaaau!! - disse ela. Foi ao banheiro fazer um xixizinho primeiro. Voltou ao quarto para se arrumar e desceu para tomar o café. Havia colocado Barbie da cabeça aos pés. Calça jeans, blusinha, meia e tênis. E o cabelo foi solto, apenas uma fina tiara de pedrinhas rosa o segurava para trás. -FIIIIIIIIIIIIIUUUUUUUU-FIIIIIIIIIIIIUUUUUUUUUU!!! - assobiou o pai. A mãe fez um olhar admirado com a beleza da filha, com a pequena mochila rosa da Barbie em mãos, onde colocou também uma escova de dentes que usava para sair e uma xuxi nha de espuma rosa - ela sabe se arrumar, hein?? -É mesmo - concordou a mãe - acho legal essa independência desde já. Sentaram-se á mesa para o café matinal onde ela primeiro agradeceu a Deus. Em seguida, começaram a comer e não demorou muito, já estavam terminando. -Bom, já terminei - disse Marina - vou escovar os dentes e esperar vocês na sala. -Está bem, filha - assentiu a mãe, o pai tomando uma xícara de café. O relógio bateu agora nove horas, um dos objetos que a menina mais curtia, aprendera a ver as horas nele, pois batia na hora certa, oque a ajudou. E os números eram normais. Era de parede e, sob o mostrador redondo, uma parte quadrada, mas que formava uma ponta em baixo. Era onde ficava o pêndulo dourado, que balançava suavemente. Fora colocado ao seu alcance, pois ela gostava de abrir a caixa e montar suas Barbies na haste dele para balançarem, enquanto ela o empurrava com a ponta do dedo. Ela agora se distraía olhando-o balançar enquanto esperava por seus pais. -Vamos, meninas? - anunciou o pai para Celine e a filha. -Ok, vamos sim. Cadê o carro, Ru? -Já está lá fora. -Cruzes, você é rápido, hein?? - riu Marina - é filho do Flash? -Não que eu saiba, viu?? E, após a mulher trancar todas as janelas e portas e colocar água e ração pro Ca- chorrinho, saiu, trancou a porta da sala e os três foram para o carro. -Apertem os cintos, vamos decolar!! - anunciou Russell, olhando para trás, onde a filha encontrava-se em sua cadeirinha, tipo buster. Já sabia sentar e ajustar o cinto sozinha. Em pouco mais de meia hora, já estavam na porta da igreja. Entraram e procuraram um lugar para sentar. Ela sentou-se entre os pais e fez o sinal da cruz. Ajoelhou e fez suas orações particulares. Celine iria falar com ela, mas o pai interveio: - chhhh, ela está rezando agora, não atrapalha não. O sacerdote de meia idade chegou com a equipe de celebração e a missa começou, a música animava a todos e a menina sabia todas de cor. Como era missa das crian ças, não demorou muito, a segunda leitura não foi incluída e o sermão não era muito longo. Alguns pais achavam ruim e reclamavam, mas Russell, Celine e a menina ado ravam. Ambos diziam ser um incentivo para a filha continuar junto de Deus. E eles mesmos também. O mundo já está tão bagunçado, que só com fé e segurando nas mãos de Deus mesmo para conseguir seguir em frente e superar as provações que vão surgindo por aí. -Criançada - chamou ele, na hora do sermão - podem vir sentar aqui para conversarmos um pouco, certo? Podem vir, eu não mordo, não sou pit bull. Todos riram deliciosamente. Marina também foi uma delas e sentou-se bem em frente á vista dos pais e acenou discretamente para eles, que acenaram de volta. E o sa cerdote então começou a homilia, fazendo perguntas ás crianças e aos adultos. Apenas algumas crianças sabiam responder, pois as outras, por serem constantemente observadas por seus pais, muito sérios, ficavam inibidas e com medo de represálias depois da missa. O padre então indagou o motivo destas não responderem. E disse: -Olha só: vocês podem, aliás, DEVEM encorajar seus filhos a participarem da missa, viu? Parece que eles ficam com medo de vocês darem um puxão de orelha depois por terem respondido sobre oque pergunto aqui, por participarem espontaneamente... Isso é ERRADO, ouviram, senhores pais? Essa missa é DAS CRIANÇAS!! Quem não gosta, venha em outro horário, mas NUNCA tirem de seus filhos a espontaneidade de participarem da missa com GOSTO, com PRAZER!!! Alguns pais ficaram se olhando com caras amarradas, mais por causa doque o sacerdote havia dito, doque entre eles em si. Em menos de poucas horas a missa havia terminado e todos estavam saindo, cumprimentando uns aos outros, conversando e alguns ainda pegando o carro para voltar. CAP. 8 Já era quase uma hora da tarde e lá estava a família se divertindo no Play e curtindo as risadas, os gritos das pessoas e o vrum-vrum do motor dos equipamentos a todo vapor, que mais parecia neste momento, uma música junto ás músicas que tocavam nos auto-falantes do parque e nas cabines de operação das máquinas. Entraram no Auto-Pista, Marina junto ao pai no mesmo carrinho e Celine em outro, além de outras pessoas e, ao soar da sirene, a brincadeira começou e todos riam a valer. -Pai - disse ela - você fica no pedal e eu dirijo. -Tá certo - assentiu ele - vamos nessa, vamos bater na mamãe hahahahaha -Boa idéia, vamos lá. E TUM!! bate daqui, bate dali até conseguirem bater no carro de Celine. -Aaaah, seus barbeiros!! - exclamou ela, rindo - agora vocês vão ver... A sirene então soou novamente e pai e filha fingiram respirar aliviados. -UUUUUUUUUFAAAAAAAAAA!! SALVOS PELO GOOOOOOOOONGOOOOOO!!!! -É, seus cachorrinhos?? - riu a mãe, aproximando-se deles na saída - quero uma revanche, viu?? -É RUIM, HEIN?? - disseram os dois, rindo até. -Em qual vamos agora? - indagou Russell, finalmente - Barca Viking? -Boa idéia! - concordou a mãe - vamos lá. -Tomara que eu possa entrar... é um saco ser criança pequena porque não pode entrar em quase nada! -É verdade, viu?? - suspirou o pai. Chegaram na Barca e, por sorte, Marina pôde entrar numa boa. Sentaram-se no primeiro banco, bem na ponta, colocando-a entre ambos. O s outros passageiros foram embarcando. -Nossa, a garota vai chorar aí - disse um - senta no meio com ela. -Que nada, ela adora balançar - exclamou Celine. O operador então abaixa as barras de ferro pelo controle da cabine e liga a máquina, que começa a balançar lentamente e vai aos poucos alcançando altitude e velocidade maior. E a menina gritando e levantando os braços, fecha os olhos para sentir a sensação de liberdade, os cabe los ao vento. -UUUUUUUUUUUUUUUUUUHUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!! A barca então diminui a velocidae e vai parando lentamente, quandoo Mari grita: -BAIXAR ÂNCORAAAAAAAAAA!!!!!! -Ok, capitã - assentiu o operador, sorrindo de dentro da cabine. E finalmente pára e todos descem. -Iiiih, olha o tubarãããããoooooo!!!!!! - diz ela para o guardinha que aparece por ali. -Por aqui não tem tubarão, pode ficar sossegada - riu ele. Ela, junto aos pais, passam pela ponte e saem dali. -Olha, filhota - chega a mãe - seu pai e eu vamos no Evolution agora, viu? Você não pode entrar, então, fica ali na cabine com o moço, ok? -Ok, fala sério, viu?? hahaha. Mas vamos na Looping primeiro? concordaram e foram na Looping Star, onde ela se divertiu domesmo modo que na Barca. Depois, rumaram para o Evolution, onde chegaram primeiro perto da cabine e Celine perguntou se a menina poderia ficar ali com o moço e ele assentiu. Por sorte, Marina não dá trabalho e nem mexe em nada que não pode, oque deixou o operador tranquilo. Ela só ficou ali assobiando baixinho a música que tocava enquanto os pais seguiam para a fila e logo estavam embarcando. Um guardinha da equipe fechou as travas de todas as gôndolas e, na cabine, Mari dissera-lhe: -Decolar, comandante -Certo, copiloto - assentiu ele, fazendo sinal de positivo. -Copiloto?? Não posso nem relar aí, senão já viu, né?? hahaha e se deixar, o dono pode acabar te dando a maior bronca, cruz-credo! Enquanto o Evolution girava com seus pais lá no alto, foi que algo aconteceu: sem que o operador e o guardin ha da equipe vissem, Marina desapareceu repentinamente. -Chhhhhhhhhhh - disse uma moça morena de cabelos compridos - vamos em outro, que você possa entrar, mas não vale gritar até lá, ok? -IIh, se meus pais saírem lá do brinquedo e não me virem onde me deixaram, vão fazer o maior fuzuê. -Xiiiiiiiiiii é meeeeeeesmo... - pensou a moça - mas vamos lá. Correu então com ela para a portaria, saíram e entraram em um carro preto, onde ela a colocou entre si mesma e o moço, que muito assemelhava Russell, seu pai. -Vamos sair logo daqui - ordenou ele e Patrick pisou fundo no acelerador. Luciano es tava ao seu lado, no banco do carona. -Quem são vocês? - indagou ela - isso é um sequestro e é crime! Vocês podem ser presos, sabiam? -Menina esperta é você, hein?? - dissera ele, brandamente - olha, não vamos te machucar, está bem? -Assim espero, com tanta gente hoje roubando e machucando crianças por aí... E até matando... - voltou-se ela. -É verdade, mas não é nossa intenção. Não somos bandidos, menina. -E são oquê então?? Heróis de gibi?? Ah, claro! - disse ela - e eu sou a Rainha Elizabeth hahaha -Prazer, Vossa Alteza! - riu ele, fazendo reverência. -Brincadeira, sou Marina. -Eu sou o sr. Tuur. Estes são meus amigos Leonora, Patrick e Luciano. -Ah, prazer pra chuchu. Mas quêê?? Sr. Tutu?? hahahahahahahahahahaha Gostei! -Kkkkkkkkkkk nãão, Marininha - corrigiu ele - Tuur. Então o Evolution finalmente parou e todos desembarcaram. Russell e Celine foram lo go procurar por Marina na cabine de operação e o moço dissera não ter visto quando ela desaparecera. Alegou que ela preferia ficar ali perto e não atrapalhá-lo durante o serviço. O guardinha responsa também não a vira. -Essa não!! - exclamou Celine - não devíamos ter vindo nesse aí! -Porquê? - indagou Russell. -Ru, se trata da NOSSA filha!! Ela não pode entrar aí, então nós aproveitamos para deixá-la fácil para aquele cara, que pode ter aparecido por aqui... Vamos anunciar no serviço de informações, por favor. -Vamos sim, e agora! - disse ele, pegando a mão da esposa e correndo para o local. -Oquê? - dissera a funcionária dali - sua filha desapareceu?? -Isso mesmo - respondeu Russell - Celine e eu fomos no Evolution, mas como ela não podia entrar, a deixamos na cabine de operções, com o moço. -Não deveriam ter feito isso, viu? O mundo está cheio de gente ruim, que rouba e maltrata crianças por aí. E aliás, poderiam ter deixado aqui ou na área infantil, que é cheia de monitores especializados para olhá-las enquanto os pais entram nos rides mais fortes em que elas não podem ir. Vou pedir que anuncie sim, mas olha só: mais atenção da próxima vez, certo? -Certo - dissera ele - obrigado. Estamos certos de ter sido um sequestro... -Então o caso é mais sério - alarmara-se a moça do serviço local - ah, fui eu quem pe guei o buquê aquele dia, viu? -Aaaaah, que sorte - sorriu Celine - era o nosso casamento. -Eu soube que era um casamento, mas não estava certa de quem. Parabéns. -Obrigada. E por nos ajudar também. -Por nada. Olha só, a polícia será acionada para poder pegar o sequestrador. -Xiiiiiiiiiii, aí a coisa complica... - dissera Russell - sabemos quem está por trás. E então ele contou toda a história e a moça apenas ficou de boca aberta, espantada e sem reação. Não sabia agora oque dizer. Apenas... -Jesus amado!!! E porque ele iria querer sua filha agora?? Onde esse mundo vai parar desse jeito, meu Deus? -Não sei, viu... - suspirou Celine, voltando-se para o marido - Russy, vamos para casa? Já perdi a vontade de continuar aqui... -Vamos sim, amor. E aliás, vamos voar para a Estônia hoje mesmo!! E lá se foi o casal embora para casa, após agradecer á moça do parque. -Vou comunicar ao pessoal, quem sabe eles poderão ir também? Será talvez mais fá cil para salvar Marina das mãos do Sr. Tuur. -Mas é preciso ver se os outros PODERÃO ir também. Agora, eles trabalham, têm famí lia, alguns estudam... -Tem razão, amor. Isso é verdade, mas não custa pelo menos ver, né? E ele então reuniu os amigos em sua casa naquela tarde mesmo e contou o fato. Todos concordaram em juntar-se aos dois nessa novamente. -Que horror, hein?? - exclamou Angelina - Mari nas mãos daquele cara... -Angie, por favor - pediu Claudiney - vamos pensar no melhor, ok? E NÃO no pior. -Certo, mas só de imaginar...Clau, nós estivemos frente a frente com ele! -Mas nós somos adultos e sabemos nos defender. Já a Mari ainda é uma criança, é um alvo fácil! E não diga que é mentira, por favor! -Não, claro que não! Mas oque eu disse foi que devemos desejar o MELHOR para ela, que ele NÃO a machuque, certo? Vamos nos aprontar, pessoal!! -Valeu, galera! - agradeceu ele e a mulher - quando vamos voar para lá? -Se todos se aprontarem rapidamente, talvez ainda hoje, Russy! - respondeu David. CAP. 9 -"Preparar para aterrisar" - anunciou uma voz pelo auto-falante do jato - "mantenham seus cintos apertados, por favor." O jumbo então pousou tranquilamente no aeroporto de Tailin e todos os passageiros desembarcaram. -Vamos, Marina? - chamou Leonora, pegando firme em seu braço e ela tentando se desvencilhar. -Leonora, NÃO!!! - zangou-se Tuur - assim vai machucá-la. Deixe-a comigo, venha, Mari. A moça então a soltou e ela caminhou para junto do moço. E os dois entraram em um carro e rumaram para a mansão dele. -Minha nossa! - exclamou ela - que casão, hein?? -Gostou? - indagou ele - vai conhecer por dentro agora. E então, Patrick entrou com o carro na garagem e todos saíram. -Vamos nessa, Marina - chamou ele - vou te mostrar a casa. -Ah, beleza, Tuur. - disse ela - posso te chamar assim, sem o "senhor"? kkkkkk -Pode, oras! - respondeu ele - me faz sentir-me mais jovem kkkkkkkkk -É... você lembra meu pai... - disse ela - só espero que não se zangue por ter dito isso. -Não se preocupe, Marininha - disse ele - Russell não é um cara chato e feio... -Não mesmo - assentiu ela, caminhando ao lado dele. Na mais pura inocência infantil, pois ela ainda não sabia quais eram as verdadeiras intenções do Sr. Tuur. Não era feri-la, é claro. Mas dar um bom susto em seus pais e fazê-los de isca. Enviara então um e-mail para eles: "Não chamem seus amigos desta vez. venham sozinhos ou as consequências serão piores e perderão sua filha. Sr. T, Tuur" Salvara a carta e em seguida, a enviou. -Tomara que recebam e leiam agora - torceu ele. E sua esperança valeu a pena, pois antes de saírem de casa, Russell ligou o micro e leu a mensagem assustadora. -Essa não!! - exclamou ele. celine chegara junto - desta vez, teremos que ir SOZI NHOS, amor! Só nós dois... -Então avisa o pessoal agora, Ru! -É oque vou fazer! Ele então ligou para a Bom Jesus e deu o recado. Por sorte, todos eles compreende ram. Mas disseram que cedo ou tarde, apareceriam por lá de surpresa, que é para não avisarem o cara de que iriam. -Certo - concordou ele - chegar lá de suspresa, como quem não quer nada...beleza. Desligou o fone. Ele e a esposa pegaram apenas uma pequena bolsa onde colocaram os documentos necessários, fizeram uma mala pequena e correram para o aeroporto. Compraram as passagens e voaram para a pista indicada, onde embarcaram no jumbo, o mesmo no qual haviam embarcado áquela vez emque foram ainda como namorados, com os amigos. Em breve, chegaram em Rakvere. -O parque!! - sugeriu Celine - vamos procurar no parque, ás vezes ele pode ter ido para lá. -E se não tiver, amor? -Poderemos perguntar a alguém onde ele mora. -Será que não seria arriscado? -Perguntaremos onde mora o Reverendo Graham. E a ele, onde mora o Sr. Tuur. -Ótimo, Nyne! - elogiou o esposo - genial essa. Vamos lá então. E chegaram ao parque. Snoopy ainda estava lá, mesmo ainda destruído pelos dois incêndios que sofrera. -"Celine? Russell" - chamou ele, sua voz metálica de bateria quase acabando se fazendo ouvir. -Snoopy?? Deveria ter sido levado para alguma oficina! - exclamou ela - seu estado é assustador, não pode continuar aqui! -"Eu sei, Celine" - voltou-se ele - "mas ele me esqueceu aqui e não levou". -Mas ele pegou nossa filha - cortou Russell - está com ela. -"É mais seguro perguntar ao Rev. Graham" - sugeriu ele - "mora logo ali em baixo, próximo á pequena capela da cidade". -Certo, obigada, Snoopy! - agradeceram os dois, agora saindo ás pressas. Chegaram então á pequena casa do Rev, Graham, que os atendeu prontamente. -Olá, meus jovens - cumprimentou ele - que ventos os trazema Rak novamente? Como estão? -Estamos bem, reverendo - dissera Celine - mas nossa filha... -Oque houve, minha filha? - indagou o velho padre. -O Sr. Tuur está com ela - respondeu Russell, abraçado á esposa. -Não é possível!! - exclamou ele - esse homem não pára quieto!! Já aprontou com vocês quando vieram daquela vez e agora faz sua filha de isca?? Isto não é certo... -E alguma coisa é certa nese mundo, por acaso?? - desafiou Russell - duvido! -Sei que não, há tanta coisa acontecendo por aí... Mas olha só - advertiu o padre - ele está agora com mais gente a auxiliá-lo, além daqueles dois e seus Enterprises. -E quem é? - indagou Celine - sabe dizer? -Uma moça chamada Leonora - respondeu ele, alarmado - é uma morena, de pele clara, estatura média e longos cabelos pretos. Ela é terrível, pior que a Sílvia da novela das 8, se o Sr. Tuur pedir que seja. -Aah, essa não!! - exclamou Russell - só espero que ela NÃO queira machucar ou afogar nossa filha por aí... -Quanto a isso eu não sei se poderá fazer, acho que isso ele não permitirá. Mas não custa ter o máximo de cuidado, certo? Então, o telefone na casinha do padre toca. -Alô? - indagou ele,ao atender. -Celine ou Russell está por aí? -Quem está falando? - indagou o padre - Sr. Tuur? -O próprio - respondera ele, do outro lado. -Russell, pode falar com ele? -Posso sim, reverendo - disse ele, pegando o telefone - Sr. Tuur, onde está Marina? -Calma, Russell, ela está bem - respondeu ele - está brincando lá no quintal com a Bailarina, um dos meus Enters. -Ah, beleza - disse o pai - mas quando Celine e eu a veremos? -Vieram sozinhos? - indagou ele - tem certeza? -Viemos sozinhos sim, Sr. Tuur, pode ficar tranquilo. Quem está lá com ela? -Patrick - dissera ele - não deixei Leonora ficar com ela. Elas não se entendem bem. -Melhor assim. Onde mora, afinal? -Desculpe-me Russinho, mas não se lembra daquele cativeiro onde prendi vocês? Bem ao lado, naquela casona. -Ah, sim. Só perguntei para ganhar um certo tempo. Mas não disse á minha filha que prendera-nos daquela vez, disse? Espero que não... -Não tenho intenção, Russell. Vocês eram namorados ainda até aquele dia. Ela não tem nada a ver com oque vieram fazer... -Então porque a sequestrou? -Apenas para dar um sustinho... e para conhecê-la melhor, me disseram que ela tem um Enterprise também, e gosta deles... -Quem disse isso afinal? E não diga que foi ela mesma. -Não, não foi... foi outra pessoa que pesquisou e me informou. -Aposto que foi Leonora - disse Russell - ela é sua espiã?? Anda brincando de 007, é? -Não, não, Russinho... claro que não. Olha só. Fiquem até o fim da semana aqui em Rakvere e no sábado nos encontraremos no parque ás 6 da tarde, falou? -Você está louco?? Ela tem aula e nós trabalhamos, rapaz!! -Saberão explicar no serviço e na escola que precisaram resolver uns casos ou visitar parente doente, sei lá... podem inventar alguma coisinha assim, não?? -Poderemos pensar. Vou conversar com Celine e depois nos falamos, certo? Ah, vimos o Snoopy hoje lá no parque. Dissera que você o esqueceu por lá... -Depois eu cuido daquele Enterprise - despediu ele - preciso ir. Tchau. -Ooops, pode me passar seu celular, por acaso? -Eu tenho o seu, ligo para ti. -Disse que vou conversar com minha esposa e falo com você depois. -Ah, certo. Vou dar um tempo, conversem hoje e te ligo amanhã. Fiquem na casa do reveremdo Graham, é melhor. Posso ligar para aí. -Certo então, Sr. Tuur. Mas olha: NÃO machuque minha filha por NADA, em hipótese NENHUMA, ficou claro? Por favor, olha lá, hein?? Nisso, a Enter Bailarina, com seu braço mecânico prateado pegou o telefone: -"Sua Marina vai ficar bem, vou cuidar dela, Russy. Não se preocupe, ok?" -Ah, Bailarina!? - exclamou ele - valeu, hein?? O telefone então foi colocado no gancho. Russell se propôs a conversar com a esposa sobre o tempo que deveriam ficar na cidade. -E você concordou, Russy? -indagou ela - sabe que nós trabalhamos e ela tem aula! E não é certo ficarmos mentindo por aí! Vamos lá pegá-la e voltar para o Brasil. Não gosto dessa coisa de ficarmos acomodados, conformados aqui esperando as coisas caírem do céu e vendo o tempo passar! Por favor!! E NUNCA digam para ter calma ou outra coisa qualquer, porque nesse ponto, eu estou certa! -E quem disse que não está, meu amor? - indagou o marido, abraçando-a - vamos recupe- rar nossa filha de volta, mas no momento certo. -E o momento certo é AGORA e não depois ou amanhã! Russell, Marina é NOSSA filha! -Meus filhos - chamou o reverendo - agora pode ser perigoso correr atrás dela. -Reverendo, se tivesse um filho, correria todos os riscos por ele, não é?? Pois nós TEMOS uma filha e correremos todos os riscos por ela!!! -Amor... Celininha... Bailarina está cuidando dela, como nos salvou daquela vez... ela tomou o telefone da mão do Sr. Tuur e me disse. -Ela é como o Ballyan, o protetor da nossa Marininha... tomara mesmo que você este- ja certo, Russell... se Deus nos livre e guarde acontecer qualquer coisa com ela, sou capaz de entrar no Snoopy e deixá-lo incendiar comigo até me... -Minha Celininha, por favor! - susurrara o esposo amado - por favor, não diga uma coisa dessas! Não quero nem pensar em te perder! -E eu não quero perder NOSSA filha, é isso que deveria pensar e dizer. E não apenas não ME perder, Russell... Chorou, chorou... abraçada ao esposo, encostou-se em seu peito, fechou os olhos e deixou rolar, as lágrimas escorrendo sem cessar. CAP. 10 -Bom - anunciara o Sr. Tuur - vou precisar sair por uns minutos e talvez deva demorar. Poderiam cuidar da Marina, por favor vocês dois? -Claro, Tivy - respondeu um dos ajudantes - mas onde ela está? -Creio que a Bailarina já a levou para dentro. -Enterprisinha esperta, hein?? - zombou um dos moços, quando Leonora chegou: -EU fico com a menina, Sr. Tuur. Pode sair. -Leonora, é melhor não, por favor - dissera ele - vi que vocês não se entendem bem. Foi Belatrix agora quem chegara rodopiando por ali: -"Bailarina está com ela." -Bailarina é uma máquina apenas, não tem capacidade de cuidar de uma criança! Pelo amor de Deus, né, Sr. Tuur?? -Pois ela tem sim, Leonora. E prefiro que ela fique com a menina. Aliás, você poderá vir comigo, por favor. -Não é possível! - exclamou a moça, pegando uma blusa - vamos então... Então, Marina chega ali: - será que posso ir também? - indaga ela, séria. -NÃO!! - grita Leonora - VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM!! -LEONORA!! - zangou-se o moço - JAMAIS grite com ela! Mari, fica com a Nina, ok? -Está bem - assentiu ela - vem Baila, vamos lá pra cima. A Enter prateada a seguiu ao segundo pavimento da imensa casa. -Xiiiii, vou ao banheiro, espere aí, certo? -"Ok, Mari" - assentiu a Enter. As duas ficaram imensamente amigas assim que Marina chegou á mansão do Sr. Tuur. Também ficou amiga dos outros da turma: Belatrix, Serena, Lancelot... nem com o pretão Enterprise ela se assustou. Pudera, ainda não havia embarcado nele, não o conhecia. Os outros só lhe disseram que ele era peri goso e era melhor não se aproximar muito. No carro, a caminho da casa do padre... -Muito bem - começou Leonora, quebrando o silêncio enquanto o loiro dirigia - tem algum plano? Oque pretende fazer? -Ainda não sei, Nora - respondeu ele - só peço para não gritar mais com a menina. -Ora, essa, só faltava!! Você a sequestra, nos coloca para vigiá-la e vem com essa?? -Sim, com certeza. Leo, tudo a seu tempo, está bem? -Oque não acho certo é colocar aquela Bailarina para ficar com ela, as duas ficaram amiguinhas desde que ela aqui chegou! E depois, é só uma máquina, já disse! E lugar de brinquedo é no parque e não no quintal de casa! Muito menos com uma criança de 5 anos!! Se toca, cara!! E depois, os Enters deveriam ser a parte surpresa do plano, ela deveria NÃO poder vê-los antes da hora certa. Lembra quando a mãe dela nem sabia que você iria colocá-la a bordo daquele do parque? -Sabia sim, porque eu avisava com antecedência. -Mas com essa menina, o susto deve ser maior, uma coisa mais dramática, já que quer dar um susto nos pais por aquela vez... PENSE, Sr. Tuur, PENSE!!!!!!!! Ou melhor: Sr. "Tutu", como ela o chamou hahahahaha!!!!!!!!!!!!! -Esse "Tutu" foi ótimo, confesso na boa. Mas o pior é começarem a me chamar de Sr. "Chuchu" kkkkkkkkkkkkkkkkkk -Bom, olha a casa do reverendo aí - apontou a moça. Ele então parou o carro. -Eu vou lá - anunciou ele - espere aqui, ok? -Hum... está bem. Vou ligar uma musiquinha enquanto isso e terminar meu livro... CAP. 11 Palmas se fazem ouvir, seguidas de um grito pelo nome do reverendo, que atende prontamente. -Quem... Sr. Tuur? -Eu mesmo, Rev. Graham. Russell e Celine estão por aí? -No momento, não - dissera o padre - foram com minha irmã Camilla conhecer o shop- ping da cidade, já que estarão de volta. Quer deixar recado? -Não precisa, eu volto outra hora. Nisso, os três chegam. -Nossa, é pequeno, mas muito bonito o shopping daqui, hein? -É sim - dissera Camilla - vou sempre que posso, pra pegar um cinema. -É uma boa - dissera Russell - me formei em Cinema, mas ainda não aei em qual área atuar... -Ah, logo aparece alguma coisa. Oque anda fazendo enquanto isso? -Bicos. Mas bicos bons pra chuchu. Filmo e fotografo quando preciso. De tudo. E crio roteiros também. -É bom isso. Olha só quem está aqui - dissera Camilla - Sr. Tuur, que ventos o trazem aqui? -Umas pendências, Milla - respondeu ele, sorrindo. Ué... alguém está te devendo algo? -Não, não é este tipo de pendência exatamente. Celine e Russell, podemos conversar? Com licença, vou deixá-los á vontade. Aceita alguma coisa? Água, um café...? -Não, obrigado. E assim, os três sentam-se para conversar. -Olha só - começou ele - espero sinceramente que seus amigos NÃO tenham vindo desta vez ou as consequências serão piores ainda para vocês e sua filha. Estou falando sério, Russell... -Quando e onde poderemos vê-la? - indagou Celine. -Em breve, "lady Enterprise" - respondeu ele. -Sou CELINE, já lhe disse. -E sabe doque ela me chamou? De Sr. "Tutu". -Ela não sabia o seu nome ou não entendeu. Com certeza, começou a chamar pelo modo certo quando o senhor corrigira. -Eu não sou professor para corrigir os outros, Celine. Bom, voltando ao assunto... No parque amanhã á noite - concluíra ele. -Vai colocá-la no Snoopy, como fizera comigo aquele dia? -Vou estar com ela lá no parque, vocês nos verão no momento certo. No mesmo horário em que te levei aquele dia, exatamente. E quanto ao Snoopy, não se preocu pe com ele, não poderá mais funcionar após dois incêndios. -Então... em qual estará? Levará a Bailarina junto? Ou a Belatrix, a T-X...? -Nenhum destes, mas UM deles, lindinha. -NÃO confio naquele pretão seu, ele quase me derrubou! - exclamou ela. -Mas é ele quem vai sediar o giro da noite, Celine. -Ele é igual ao Ballyan, e como a Mari gosta demais dele, não quero que fique assus tada... -Então, você TEM um Enterprise, hein?? Havia me dito aquele dia que TINHA... -Senão você iria querê-lo e eu não quero me desfazer dele, tenho-o desde os 6 anos. -Ah, então a mentira foi por esse motivo? Então não se preocupe, ele é seu e não vou tirá-lo de ti para substituir o Snoopy... -Espero que assim seja - concluiu ela, séria. -Pode confiar quanto ao Ballyan, ele continuará com você. -Ah, obrigada. Bom, então estaremos lá no parque amanhã á noite. -Marina e eu esperamos por vocês. Caso não apareçam, ela será MINHA!!!!!!! -NÃO enquanto aquela Leonora estiver por perto! - exclamou Russell. -Aliás... soube que ela na verdae é adotada, né? Ela já sabe? -Sabe sim, conversamos muito sobre isso e ela não acha ruim. Ela sabe o motivo da adoção. Um probleminha de saúde meu de nascença. E esse motivo eu JAMAIS contarei, me perdoe quanto a querer guardar esse meu segredo. -Está bem, pode ser coisa íntima de mulher, eu prefiro não interferir hahaha -Ótimo pra chuchu - voltou-se ela - mesmo adotada, Marina é filha minha e do Russell. E assim será SEMPRE!!!!!!! -Ok. Bom, preciso ir... tenho muito a fazer ainda por aí... Tchau para vocês. Ele então levanta-se, despede-se de todos e sai, entrando no carro. De volta á sua mansão... -Oooiiisss - cumprimentou ele, chegando em casa. -Olá, Sr. - voltou Patrick. -Como foi lá com os dois? - indagou Luciano, que chegara assobiando. -Eles aceitaram a proposta - respondeu ele - caso não apareçam, a menina será minha, com certeza. -Mas, senhor, não pode sair se apossando assim dos filhos dos outros! Isso já é de mais!!! - voltou-se Patrick. -Tem razão, Paty. Mas se os pais não aparecem, é porque não querem mais saber do filho... mas NÃO vão fazer nada para atrapalhá-los. Isso deve partir apenas deles. -Que pena... - exclamou Leonora, fazendo biquinho - tinha um plano muito dez em mente para atrapalhar aqueles dois e impedi-los de chegarem no parque á tempo. -Guarde o plano apenas em sua mente, Leonora. Oque foi que acabei de dizer? -Você está sendo bom demais, Tuur. Não foi asim com eles mesmo e aqueles amigos daquela vez que vieram. -Leo, agora uma criança está em jogo. E depois, já lhe disse 1000 vezes: NÃO somos bandidos! pelo menos, EU NÃO sou. Aquilo foi apenas algumas consequências que os fiz verem por terem vindo atrás do real motivo do acidente com o Snoopy, já que as autoridades preferiram abafar o caso e o parque continuar á tona. -Sr. Tuur... - chamou ela - preciso conversar com você a respeito dessa menina, ali ás. É possível ou está ocupado agora? -Não... podemos conversar sim. Vamos lá na bilioteca, por favor. Na biblioteca da casa... -Jeeeeesus amado, quanto livro!!! - exclamou ela. -Tenho o bom costume de ler qualquer coisa quando não estou fazendo nada. Costume que mantenho desde pequeno. -Isso é bom. Eu leio apenas de vez em quando... quando pequena, lia mais, pois só estudava e brincava... não tinha responsabilidade, tanto compromisso, contas, etc... então tinha mais tempo. -É verdade - concordou ele - mas quanto á menina... -Me parece que li ou ouvi dezer que ela é adotada...é verdade? -É sim, Leonora - respondeu ele - Celine não pôde dar á luz devido a um problema de saúde que tem de nascença e que ela aliás prefere manter segredo absoluto, então preferiu adotá-la. E hoje é um processo absolutamente normal. Porquê? Não vai dizer que tem algo em mente quanto a ela?? Espero sinceramente que NÃO. -Pois esperou errado, Sr. Tuur. Ouvi dizer que, se os pais dela não forem buscá-la no parque amanhã á noite, ela seria sua, certo? Pois bem... e eu poderia enviá-la a um orfanato qualquer. Não o quero dando atenção á uma criança, pelo amor de Deus!! -Leonora... eu LIDO com um local para crianças e jovens, além de empresário e opera dor de máquinas, também sou monitor, já trabalhei em acampamentos de férias até! O contato é direto!!! -Isso pode ser considerado PASSADO, ou seja: NÃO volta mais, foram outros tempos. Agora as coisas mudaram! O Snoopy incendiou duas vezes, em uma delas, com aquela moça, mãe da menina, que VOCÊ colocou lá dentro para quase morrer queimada! As autoridades abafaram o caso para VOCÊ poder manter o parque para as pessoas correrem riscos, INCLUSIVE crianças e jovens... e agora vem com essa?? É RUIM, HEIN?? -Leonora... - começou ele - você me parece não gostar de crianças...acertei? -Em cheio, Sr. Tuur - respondeu ela, de cabeça empinada e olhar sério - nunca gostei. Quando era professora, era um verdaeiro horror, um inferno!! -Eu lembro que você era professora - disse ele calmamente - pra que turma você lecionava? -Primeira á quarta do primário - disse ela - nem me lembre mais disso, quero esque cer esse peasdelo!! Aliás, creio que aquelas crianças também... elas mais sofriam em minhas mãos, doque eu na delas, na verdade. Crianças precisam de disciplina para não ficarem chatas e insuportáveis. Deixe Marina comigo amanhã o dia inteiro antes de levá-la ao parque e verá como poderei me fazer entender por ela. -Agora é que não deixo mesmo!! JAMAIS!!! - disse ele. -Olha aqui, Sr. Tuur... você a sequestrou, ela não pode ficar perambolando com você por aí, ainda mais com os pais aqui na cidade. Os seus Enters NÃO têm condição, nem, programação para cuidar de criança, eles são apenas máquinas. Patrick e Luciano não podem ficar olhando ela o tempo todo também, pois você pede serviços á eles muitas vezes. Então, oque sobrou?? DEIXA de ser o bonzão agora, de bancar o herói, meu filho!!! Escute oque estou dizendo!!! -Cruz-credo, você é um horror, hein, Leonora!!? Marina ficará comigo. Aliás, a partir de AGORA, ela passará o dia comigo até amanhã á noite. E você precisa voltar para sua casa, está ficando tarde. Peça a Patrick para levá-la. AGORA!!! -Está beeeeeeem - disse ela - depois não venha me dizer que não avisei... -Não vou dizer, não se preocupe. Já sou adulto, bem formado... Patrick leva então Leonora para casa e o Sr. Tuur vai até o quarto de Marina. -Marina?? - chamou ele - está acordada? -Lógico, ainda não é hora de dormir, são seis da tarde! - responde ela. -Onde está? -Saindo do banheiro. -Vou esperá-la aqui no pufe... Cadê a Nina? -Está girando por aí, estava aqui até agora, deixei-a ir descansar... -Certo - dissera ele. Ela então saiu do banheiro. -Vem aqui, Mari... chega mais perto. Ela caminha lentamente na direção do moço, o olhar sério e profundo, muito parecido com Russell. -Oque você quer? -Só olhá-la mais de pertinho... -Só vou te lembrar uma coisinha: não sou seus Enterprises, ok? -Hehe eu sei que não, Marininha. Olha só... vamos ao parque amanhã á noite, topas? -Hum... legal. Oque tem lá? Máquinas em que eu POSSA entrar? -Algumas sim - respondeu ele. -Eu estava em um parque quando você me pegou... -Eu sei - disse ele - estava no Playcenter, em São Paulo. INfelizmente, seus pais se descuidaram de ti. Sabiam que em um deles você não podia entrar, então te deixaram perto da cabine e foram se divertir. -Muitos pais fazem isso, não foram só os meus, Sr. Tuur. -Eu sei que fazem. Mas deixam com monitores... -Me deixaram com o moço da cabine do Evolution. Mas tudo bem... já passou, não vou ficar culpando os dois por isso, né?? -Tem razão, Mari. -Pra chuchu, Sr. "Tutu" hahahahahahahahahaha!!!!!!! -Aaaaaaah, sua espertinha!! Só pra rimar, hein?? Ela assobia para disfarçar, fazendo cara de paisagem. -Não tente disfarçar, Marina!! - riu ele. -Sr. Tuur... tem tantos Enterprises, mas... não tem um cachorrinho?? -Não tenho mais - respondeu ele - já tive há muuuuuuuito tempo. Você tem? -Tenho um filhotinho de coker - respondeu ela. -E como se chama? -Cachorrinho mesmo. Achei esse nome bonitinho, combina com ele. -Hum... o meu se chamava... ah, não vou dizer, senão você vai zoar... -Aaaah, fala, seu espertinho, juro que não vou te zoar. -Sei, sua espertinha - riu ele. Nisso, Belatrix chega rodopiando: -"Chuchu, Chuchu!!" E saiu novamente. -Valeu, Bela!! - agradeceu Marina - O Sr. "Tutu" tinha um Chuchuuuu!!! hahahahaha -Aah, é, sua espertinha?? E ainda disse que não iria me zoar, hein?? Volta aqui!! -Venha me pegar, se puder!! hahahahaha Olá, Sr. "Chuchuuuuuu"!!!!!! hahahaha -CHUCHU?????? hahahahaha mudaram meu nome agora! Ai, Jesus!!! -"Olá, Sr. Chuchu! kkkkkkkkkk" - cumprimentou Lancelot, que passara rodopiando por ali no momento - "vai uma saladinha aí?" -Até tu, Lancelot?? - exclamou ele - esa não, tô feito e perdido!! Eu pego essa Belatrix! -Se conseguir, né? - exclamou Marina. -Pra onde ela foi, afinal? - indagou ele. -"E eu vou saber??" - voltou-se Lancelot. -Você é um Enterprise ou não?? - deasfiou ele. -"Quem sabe, não sou um chuchu disfarçado?? hahahahaha" -Ooora, seu cachorrinhooooooo!!! -"Ai, Jesus" Era um Enterprise, um chuchu disfarçado, agora virei cachorrinho?? Esse mundo tá perdido mesmo..." Marina só rachava de rir, lágrimas chegavam a escorrer de seus olhos. -E você rachando de rir aí, né, sua espertinha?? E você, Lancelot, pelo menos, não virou Sr. "Tutu", viu?? -"Oquê?? "Tutu"???? hahahahahaha" - riu o Enterprise, ainda rodopiando ali. De repente, uns acordes de guitarra se fazem ouvir. -Oque é isso afinal, hein?? - indagou ele. -É melhor você ir ver, Sr. Tuur - sugeriu ela - eu espero aqui. -Ok, já venho - disse ele, abrindo a porta do quarto. Quando desceu, ouviu o som vindo da sala de música e, ao entrar... lá estava o pretão Enterprise, seu fiel com- panheiro, com seus dois braços mecânicos prateados, segurando e tocando o instru- mento. -ENTERPRISE???? Essa não!! - exclamou ele, mas o gira continuou tocando sem se abalar com outra coisa qualquer - deu pra virar músico, é?? -"Não sabia que tenho uma banda??" E não é que o homem desmaiou literalmente?? E Marina, lá em cima no quarto: -Credo-cruz, oque será que aconteceu com o Tuur? Ele está demorando... vou lá ver. E ela desceu cuidadosamente, sem fazer barulho. Lá em baixo, se escondeu atrás de um vaso grande e alto de plantas ornamentais - parece ser na sala de música. E ela, pé ante pé, sem fazer ruido, dirigiu-se á sala de música e ficou branca de susto ao ver a cena. Aliás, susto duplo! -Essa nããão!!!! - sussurrou ela. Correu para junto do moço e agaixou-se ali, tentando acordá-lo, quando finalmente, o Enterprise parou de tocar e notou sua presença. -"Oque está fazendo aí, menina?" - indagou ele, sua profunda e assustadora voz metálica. -Enter, não é hora pra me assustar, o Sr. Tuur desmaiou aqui - disse ela - é seu dono! -"Eu sei que ele é meu dono" - voltou-se ele - "assustou-se por me ver tocando gui tarra aqui na sala de música." -E você disse alguma coisa á ele, para fazê-lo desmaiar? -"Sim, que tenho uma banda." - disse ele. -Uma banda?? Uau, que maneiro! - exclamou ela - não sabia que um Enterprise podia ser músico... oque vocês tocam? -"De tudo. Todos os estilos musicais. Estou para tocar lá no parque hoje á noite." -Mas olha só - voltou-se ela - agora temos que acordar o Sr. Tuur, certo? -"Com certeza. Fica com ele aqui, vou ver oque poderei fazer." -Um copo de água! Pega um copo de água, pode? -"Creio que sim. Já volto" - e saiu rodopiando pela casa. -Sr. Tuur, Sr. Tuur - chamou ela, acariciando o cabelo dele - acorda!! Nisso, o Enterprise chegou com um copo de água e deu á Marina, que salpicou-lhe pingos no rosto, até que ele finalmente acordou. -Hein?? - sussurrou ele - oque houve aqui? -"Você desmaiou, Sr." - respondeu a máquina - "Marina e eu te acordamos com salpicos de água." -Marina?? - indagou ele, sentando-se. -"Ela ficou com o senhor aí enquanto fui buscar água. O senhor não acordava..." -Você me assustou, Enter - dissera ele - uma banda?? -Foi oque ele disse, Sr. Tuur - dissera ela - toca de tudo. -Um Enterprise músico... -Ué...os utros daqui oque fazem? Nada nesse mundo hoje em dia é impossível, né? -É mesmo, tem razão, viu?? Menina esperta!! - elogiou o moço - e cadê a banda? -"Verás hoje á noite lá no parque" - respondeu ele. -Pode ser amanhã, Enter? - indagou o moço - hoje temos um programinha diferente. -É, vai ter que girar comigo a bordo - dissera a menina. -"Não soube dessa, Sr. Tuur" - dissera ele - "devia ter me consultado antes..." -Não poderia adivinhar que era músico e tem uma banda, né?? hahaha -"É verdade" - concordou ele. -Bom, vai se preparando, Enterprise - dissera o sr. Tuur - Marina e eu vamos nos arrumar também, né? Vamos subir, Mari. Os dois subiram, cada um em seus quartos. -Eu já estou pronto. E você? -Cruzez, você é rápido! - exclamou ela -só falta dar uma penteada no cabelo. -Cadê a Bailarina? Ela é boa nisso - dissera ele. -Eu sei que é. Ela que tem me ajudado aqui esses dias... Nina é muito dez!! Os outros também... não coloca eles em risco, está bem? Nãos os machuque... -Está bem, Mari - dissera ele - vi que você, no fundo, tem uma afeição por eles, né? -Tenho sim...e não quero mudar de afeição para medo... -O Enter não vai machucá-la, certo? Ele fez com sua mãe, mas ela já é adulta... CAP. 12 Marina está terminando o banho e Bailarina a aguardava no quarto. Então ela finalmente saiu e a Enter aproximou-se: -"Mari, vire-se" - dissera ela. A menina virou-se de costas e a amiga soltou de si um braço mecânico semelhante a um pente de dentes largos e passou-o no cabelo da menina, sem tirar-lhe o leve ondulado. -Você é uma boa cabeleireira também, hein? - disse ela. -"É mesmo. E Lancelot é o ás da pizza!" -É mesmo? - indagou ela. -"É sim. ele é italiano, um skylab." Nisso, Leonora chega; -Bailarina, saia daí. EU arrumo o cabelo dela. -"NÃO vou deixá-la sozinha com você!" - desafiou a Enter. Então, ela pegou uma pistola e atirou, acertando o motor e ela então desliga-se e cai, quase desmontada. -NÃÃÃÃÃÃOOOOO!!!!!! - gritou a menina, jogando-se sobre a amiga - Nina, acorda, por favor!! -Cale-se, sua pirralhinha e venha comigo - ordenou a bruxa, agarrando-a de qualquer jeito - tenho uma lição para você! Então, levou-a para um quartinho escuro, próximo á dispensa na edícula que leva para o imenso quintal da casa e ali a tranca. Mas antes, ouve-a dizer, aos gritos: -Você é uma bruxa, uma mulher muito má!! Nem seu amigo Tuur é assim! Me deixa sair daqui!! -Ele está sendo muito cordial com você esse tempo todo, não quer me dar ouvidos. Mas agora, ninguém vai tirá-la daqui porque eu estou com a chave. E então a empurra com tanta violência que ela cai de costas, batendo com a parte de trás da cabeça no chão cimentado e o sangue escorrendo. Ela rapidamente fecha e tranca a porta. E entra na casa novamente, dando de frente com o próprio Tuur. -Leonora, onde está Marina? - indagou ele, sério. -Não está lá no quarto? - desconversou ela. -Não creio. Ouvi um tiro - então, passa a mão pelo bolso traseiro da calça da moça e sente uma chave. E a pega, indagando-lhe: - que chave é esta? -Não sei, Sr. Tuur - respondeu ela. -Vou verificar - anunciou ele - e Bailarina? -Ela está lá no quarto que o senhor quis para a menina. -Vou procurar Marina primeiro. Esqueceu que vou com ela ao parque hoje mais tarde? -Não, não esqueci. Mas não creio que ela ainda queira ir. Vá vê-la... Ele realmente foi. Acendeu por fora o interruptor do quartinho e abriu a porta, ficando sem reação diante da cena. Chamou: -Marina? Marinaaaaaaa?? Lágrimas começando a escorrer pelo rosto, ele tomou-a nos braços e a levou para fora. Nisso, Belatrix, a enter amarelinha chegou, rodopiando por ali. -"Oque houve com ela?" - indagou. -Foi violentada, Bela. Precisa ir para o hospital. -"Levo vocês. Entrem aqui." - chamou, abrindo uma de suas gôndolas. Ele entrou e a segurou em seus braços, a cabeça apoiada em seu peito. Em menos de dez minutos, já estavam no hospital. Bela então abriu o carrinho e ele saiu, segurando-a. O velho Dr. Daniel chegara correndo com alguns médicos de sua equipe. -Oque houve? - questionou o médico - Sr. Tuur, oque você... Ia terminar a frase quando o loiro dissera não ter sido ele e que não era o momento para julgamentos. -Ela foi violentada por uma mulher que insiste em ficar lá em casa - dissera ela. -Não deveria ter permitido - dissera o médico, com voz agora mais grave - uma maca aqui, por favor! -Sei que não... - dissera o moço. Mas consegui trazê-la a tempo. Vou avisar os pais dela, que estão na casa do Reverendo Graham.nCerto, avise sim. E mais responsa na próxima vez, hein? Vamos para a sala de exames - ordenou ele á equipe. Enquanto ele liga para o padre e avisa Russell e Celine, que em menos de minutos, já se encontra- vam no hospital de Tallin. -Sr. Tuur - chamou Russell - obrigado por avisar, oque houve? -Leonora a violentou - respondeu ele. E contou como acontecera - e atirou na Baila- rina, destruindo-a também, por ela ter defendido sua filha. Os três conversam na sala de espera do hospital quando Dr. Daniel chega animado e diz: - olhem... ela ficará bem, não há perigo algum, pois bateu a parte traseira da cabeça. Houve um pequeno corte superficial, que já foi suturado e não há risco de abrir. Vou dar á vocês um tubinho de pomada cicatrizante, está bem? -Obrigada - disse Celine - quando poderemos vê-la? -Em breve ela acordará. Foi medicada e está dormindo. -Certo - concordou Russell - poderemos aguardar aqui? -Podem sim, não há problemas. Tomem um cafezinho ali enquanto isso. -Mais tarde, obrigado - disse novamente o pai da menina. Nisso,o celular do moço toca e é Leonora: -Sr. Tuur, oque está fazendo aí? -Marina teve que vir para o hospital. Graças a Deus está fora de perigo, Leonora. -NÃO acredito!! - reclamou ela - você está sendo muito cordial com essa mimadinha esse tempo todo! Fça oque pretendia fazer. E lembre-a que depois ela ainda irá para algum orfanato qualquer, entendeu? É oque EU quero para ela!! -Oque você quer, Leonora JAMAIS acontecerá. Eu e os pais dela estamos aqui e NÃO permitiremos que você volte a fazer mal á ela. Ah, aliás, precisamos ter uma conver sinha mais tarde, ouviu? E NÃO tente escapar. Até mais. Tchau! E desliga o telefone. -Idiota! - pensa ela - desligou na cara dura! Mas essa mimadinha não sabe oque a espera, aaaah, não sabe... HUAAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAAAAA!!!!!!!!! Nisso, Marina acorda e o velho Dr. Daniel sai do quarto para chamar o casal e o moço e os três o seguem até o quarto. -Filhota, como está? - indagou Celine, acariciando seus cabelos. -Bem, mas... não paro de lembrar da Bailarina - responde ela, sorrindo tristemente. O Sr. Tuur então pede licença e entra, aproximando-se da cama. -Mari - começou ele - vou ver oque poderei fazer,mas levarei Bailarina para o conserto. Ela vai ficar boa novamente. -Obrigada. Ela foi... - não conseguiu falar, abaixou a cabeça e lágrimas silenciosas molhavam-lhe o rosto alvo - ...foi minha amiga. Espero que consiga. -Eu sei, Mariniha, ela cuidou de você este tempo todo em que esteve em casa. Mas e lá na SUA casa? O Ballyan é assim com você também? - indagou Tuur. -Sim, é. Ele só não fala, não tem essa tal programação - disse ela - minha mãe me disse que ele e a Nina são irmãos. -Ela errou, filha - assentiu Russell - eles são de fabricantes diferentes. -Aah, é? - indagou ela - e qual é? -Ela é da Huss, a fábrica do meu avô. E ele é da Schwarzkopf. -Quêê?? Strogonoff???? Todos riram. -E qual é o Chuchu então? - indagou ela. -Não existe essa, filhota. -Aah, que pena...mas existe o dono dela... Sr. "Tutu" hahahahahahahahaha -"TUTU"??? - indagaram os pais, entreolhando-se e rindo - essa é boa! -E Chuchu era um cachorrinho que ele teve há muuuuuito tempo. - voltou-se ela e o operador assentiu positivamente com a cabeça. Logo disse: -Olha só: seus pais vão ficar aqui com você e eu preciso voltar para casa e conver- sar com a Leonora, está bem? Já volto. -Aah, já?? Faz com aquela bruxa oque ela fez com a Bailarina. -Não sou de atirar nas pessoas, Mari. Mas vou tomar uma atitude radical quanto á ela sim. E quanto a você, se cuida, ok? -Ok. Volta logo. Ele despede-se também do casal e sai. E os dois: -É... ele se redimiu, hein? - disse Celine - raptou você, ia colocá-la no Snoopy para pegar fogo de novo como fez comigo, mas o destino fez com que as coisas mudassem. Agora, acontece isso e ele, sem hesitar, te trouxe para cá no hospital. -Quem é Snoopy, mãe? - indagou ela - é aquele cachorrinho do desenho? -Não, filha, é o Enterprise lá do parque. -Que parque? - indagou ela - não vi parque algum. -Nem vai ver, filha, sinto muito! - chegou Russell - assim que você estiver melhor, vamos voltar para o Brasil. Temos que trabalhar e você, que voltar para a escola. -Tá, mas...primeiro, quevo ver a Bailarina. Me despedir dela e do Sr. Tuur, certo? -Ah, sim. Isso pode - disse ele, virando-se para a esposa ebeijando-se apaixonadamen- te, quando um cachorrinho entra no quarto e pula sobre a menina, que o acaricia na cabeça. -Pega esse filhooooooooote!!! - gritou um segurança. O outro pediu licença ao casal e entrou no quarto, tirando o cãozinho das mãos da menina, que achou ruim e o pai interferiu: -Onde vai com ese cachorrinho, seu guarda? -Não te interessa, cara! - respondeo o outro, com grosseria. Em alguns segundos, pô- de-se ouvir um "caim, caim", junto a um estrondo. Foi quando Marina levantou-se da cama e foi até a janela, por onde viu o cachorrinho caído estatelado no jardim, jogado pelas mãos do segurança. Voltou de cabeça baixa e triste, chorando muito. Abraçou fortemente os pais e em seguida, o amigo Sr. Tuur, que naquele momento, já havia voltado ao hospital e estava parado no batente da porta. Este se abaixou ao nível dela e permitiu-se ser envolvido. -Meu Deus... - suspirou Celine - é a Bailarina, agora esse cachorrinho... -Tem muita gente má nesse mundo - ponderou Russell. -E você, Marininha - indagou o amigo - está melhor? -Estou sim, não está doendo mais. -Sr. Tuur - chamou finalmente Russell - preciso falar com você. Pode vir aqui fora uns minutos, por favor? -Sim, claro - respondeu ele, acompanhando o jovem formado. No hall, longe dos ouvidos de Celine e da filha... -Conversou com Leonora? -Sim. E a mandei para a casa dela. Mas temo por vocês dois e por Marina, ela poderá cometer alguma loucura. Olha só: peguem a menina e voltem para o Brasil o quanto antes - sugeriu ele, alarmado. -Certo - ponderou Russell - farei isso, mas ela quer se despedir de você e dos seus Enters. Da Bailarina principalmente. E obrigado pra chuchu. -Não foi por nada, Ru - respondeu ele - vou conversar com o Dr. Daniel e pedir-lhe para liberá-la. Volto já! -Aguardaremos aqui, valeu! E saiu ao encontro do velho médico, encontrando-o por sorte, no corredor. Pediu para falar com ele, que atendeu prontamente. -Olha, Sr. Tuur - disse ele - terei que examiná-la primeiro. Vamos lá então? -Vamos sim, Dr. E obrigado. Celine e Russell precisam voltar com a menina para o Brasil o quanto antes. -Correto - assentiu ele - alguma emergência... mas mudando de assunto: você e sua família, como está? -Muito bem, obrigado. E a sua, doutor? -Bem pra chuchu. E seus Enters? -Muito bem também. Apenas um deles foi desativado acidentalmente. Leonora atirou nele por defender a menina Marina, filha do casal Russell e Celine. Os dois entram no quarto e o médico avisa que vai examiná-la. Bom - começou o médico - vou te examinar para poder te liberar, certo? Não vai doer nada. -Oque me doeu é... vai até a janela e veja você mesmo - sussurrou Marina. Ele foi e viu o cachorrinho caído no jardim. -Meu Deus - exclamou ele,mais para si mesmo - quem foi o sem-coração que fez isso? Bom, depois eu resolvo. Vire-se de costas para mim, por favor? Ela virou-se e ele, afastando o cabelo, pôde ver o cortinho. Já estava bem fechado e sem risco de abrir. Nisso, o celular do moço toca e ele, pedindo licença, sai do quarto para atendê-lo. Era Leonora. -Oque há, Leonora? - indagou ele, sério. -Tuur, eu NÃO acredito que você está aí paparicando essa pirralha e os pais dela! - re-clamou a mulher - são dois daqueles jovens daquela vez, se lembra? E ainda, pais ADOTIVOS dela! -E oque você tem com isso, posso saber? -Ouça muito bem, Sr. Tivoli Tuur - disse ela - faça oque tem de fazer ou EU o farei. Essa garota não sabe oque a espera, eu JURO! Adeus! Ele, desligando o telefone e colocando-o no bolso da jeans, entrou novamente no quarto, onde o médico dá a notícia. -Ela já está liberada, pode voltar para casa! -Graças a Deus - exclamou Celine. Russell abraçou-a carinhosamente. -Agora - disse o médico - vou resolver o caso do cachorrinho. Com licença, fui! O médico sai e o loiro adentra o quarto: -E aí, como foi? -Ela está liberada, Tuur - disse Celine, aliviada - e obrigada por tudo. Ter cuidado dela, trazê-la ao hospital... -Oras, não foi nada, Nyne - disse ele - aliás,a Bailarina já foi para conserto na Alemanha. Os funcionários da Huss vieram buscá-la Russell me passou o meio de contato, ele é neto do dono da fábrica. Hahaha só fui saber agora. Os quatro riram deliciosamente, até que Tuur perguntou: -Para onde vão agora? -Para a casa do Reverendo Graham. Nossa mala está lá e a bolsinha da Mari está na sua casa, não?? - ponderou Celine. Levarei para vocês. Olha só: fiquem lá e não saiam por nada enquanto eu não chegar, ok? Por favor. Não sabemos oque Leonora pode estar aprontando por aí. -Os quatro saíram do hospital e a amarelinha Belatrix já os aguardava. Cada um en- trou em uma gôndola e após fechá-la, ela pôs-se a girar e alçou vôo até a pequena casa do reverendo. Lá, os três desceram e ele continuou a bordo. -Valeu, tchau, Bela! - despediu-se a menina - tchau, Sr. "Tutu" hahahahahahaha!!!!!! -Reverendo Graham? - chamou Russell. Para espanto do trio, a porta já estava aberta. Ele então foi entrando, conduzindo a esposa e a filha. Mas quem encontram?? Isso mesmo, ela estava lá, esperando por eles. -É melhor irem ver o reverendo. E você, espere aqui - ordenou ela á menina, seguran- do-a pelo braço. -NÃO!! - gritou ela - pai, mãe, socorro!! -SOLTE-A - gritou Russell - tire as mãos da minhs filha AGORA!! -Filha adotiva, né, Russinho?? - zombou ela - vai dizendo ADEUS á ela, pois não a verá mais. E ela não verá mais vocês! -Ela não fez nada! Solte-a ou chamaremos a polícia, Leonora! - ordenou o cineasta. -Vão para o quarto - ordenou ela, empurrando-os em um quartinho ali. O padre e a irmã haviam saído para a paróquia e a escola. Leonora então trancou-os no quarto e escondeu a chave na cômoda da sala. Em seguida, pegou Marina e saiu porta afora rapidamente. Entrara em um velho carro, jogando-a no banco traseiro e deu partida. -Fique deitada e quieta aí, ouviu bem? - ordenou ela. -Aonde vamos? - indagou a menina. -Na hora certa vai saber. - respondeu ela - agora, calada! CAP. 13 Enfim, chegaram no parque. Eram 22:30 e o Enterprise Snoopy ainda se encontrava ali, quase desmoronado após dois incêndios. Leonora havia já estado ali, verificando suas condições de funcionamento. Disseram-lhe alguns funcionários que ele poderia incendiar novamente. -'Ótimo' - pensou ela" - 'perfeito para meus planos.' Estacionara ali perto, afim de não permitir que saibam que ela estava ali. Saiu e levantou o banco. Ordenou á menina que saísse. -Ah, fique AQUI - ordenou em seguida, apertando-lhe o braço com violência, provocan- do um vergão. -Ai! - exclamou ela - não sou cachorro não, viu? - e deu-lhe um chute na canela, levando de troco um violento tapa no rosto. Foi quando uma velha passava por ali e parou, dando-lhe uma sombrinhada em Leonora ao ver a cena, e dando-lhe bronca. -Não tem vergonha, sua covarde? Agredindo uma menor? -Não enche o saco! - esbravejou Leonora, nervosa. -Respeite os outros, sua rebelde! Vou denunciá-la á polícia! - avisou a velha, continuando seu caminho, matutando: 'essa juventude... não respeita mais nada!' E Leonora então levou Marina até o Enterprise e ordenou-lhe: -Olha só o estado dele. Poderá incendiar novamente. Entre aí depressa! -Como vou entrar aí? - duvidou a menina - está todo destruído, não sobrou nenhum inteiro! A megera a colocou em uma gondolinha parcialmente inteira, cuja frente não existia mais, pois havia se partido. -Sente-se aí e coloque as mãos nas grades! - ordenou ela, com duas cordas nas mãos. Rapidamente atou as mãos da menina nas grades, deu a volta pelo deck e entrou na cabine de comando. -'Tá, onde é que se liga essa coisa?' - indagou a megera em pensamento - 'ah, achei!' E o ronco do motor do Snoopy finalmente se fez ouvir, sob os gritos apavorantes da menina. Nisso, um funcionário correu para o treiler da administração do parque e, imediatamente, ligou para o Sr. Tuur, que atendeu na hora. -Oque houve? - indagou ele. -Uma criança foi colocada no Enterprise de mãos atadas e há uma mulher na cabine de comando. O motor já se encontra ligado - respondeu o colega de serviço local. -NÃÃÃÃÃOOOOO!!! - gritou ele, fazendo o amigo afastar o fone do ouvido - olha, já estou indo aí. Ligue para a polícia, por favor. Agora! -Já ligarei, Sr. Tuur - disse o homem - precisaremos dos equipamentos de proteção, caso ele incendeie! -Está certo. Prtepare os equipamentos e acione os bombeiros - pediu ele, desligando o telefone e correndo para a garagem, mas seu enter de carros pretos encontrava-se a postos, com um deles aberto para recebê-lo a bordo. Pegando um cobertor, ele embarcou, desceu o teto e ordenou - vamos rápido, Enterprise! Ele logo alçou voo direto para o local, estacionando longe, a fim de evitar que Leonora soubesse antes da hora que estavam ali. O cobertor ele havia levado para envolver a menina ao tirá-lado Enter, caso este esteja incendiando novamente. Desembarcou rápidamente e gritando: -Snoopy, desça e pare! -"Não consigo, Sr. Tuur" - respondeu ele, sua voz metálica já quase inaudível, de tão fraca - "melhor tirá-la daqui RÁPIDO! Vou explodir!! -NÃÃÃÃÃOOOOO!!! - gritou ela, quase chorando - quero sair daquiiiiiiii!!!! -"O Sr. Tuur vai tirá-la daqui, menina." - tranquilizou-a Snoopy. Ele então entrou na cabine e empurrou Leonora, que tropeçou e desceu as escadas do deck rolando. Um novo top spin ali parado girou e, também programado para comunicação, gritou, zombeteiro: "Bem-feito,a melancia podre cai-iu!!" E logo parou como estava e silenciou. O loiro então desligou o motor e só depois abaixou-o. Os funcinários correram com equipamentos protetores e o pararam á mão, a fim de evitar que a gôndola em que Marina se encontrava parasse justamente onde as chamas as- solavam no deck próximo á cabine, pois com a perda da velocidade, elas aumentaram. Ele então saiu da cabine e rapidamente dirigiu-se ao carrinho, libertando a menina das cordas que a prendiam, envolvendo-a com o cobertor desde a cabeça, como a um manto, e tomando-a nos braços. Ao ser pega, envolveu-o firmemente no ombro e, enterrando a cabeça coberta em um deles, fechou os olhos. Tuur então caminhou depressa para os degraus do deck, mas este estava tomado pelas chamas, não per- mitindo a passagem. Foi então preciso pular. Segurando Marina mais firme, pulou, aterrisando de pé. Alguns minutos depois,a megera levantou-se e, mesmo com o corpo dolorido, caminhou e deu de frente com o loiro, com a menina firme nos braços. -Você a tirou dali, não é? - disse, espumando de raiva, os olhos agora vermelhos -passe-a para mim! -NÃO! - exclamou ele - e jamais fará mal algum á ela. -Então eu vou... -Russell e Celine estão muito bem protegidos! -Mas vocês NÃO estão - gritou a mulher, estendendo os braços para pegar Marina, que agarrou ainda mais forte ao moço, mesmo desacordada. -Afaste-se, Leonora - ordenou ele - vou levar Marina ao hospital! -Não acredito! - reclamou ela - de novo? Tuur, oque afinal deu em você? -As pessoas mudam, Leonora - respondeu ele - e eu mudei. -NÃO deveria! Agora, passe-a para mim. Vou contar até três. Se não... -NUNCA MAIS vou obedecer você, Leonora! - resmungou ele - NÃO sou mais criança para ficar me dando ordens! -Ah, é assim, né? - chantageou ela - então está certo. Verás oque sou capaz de fazer. Me aguarde, loirinho aguado! Ele virou as costas e correu, entrando com a menina em um dos carros, segurando-a firme e fechando o teto. Voaram direto para o hospital da cidade. Lá, encontraram Russell e Celine junto ao velho Dr. Daniel. -Oque houve dessa vez, Tuur? - indagou este último. -Ela inalou fumaça e tem algumas queimaduras nas mãos - respondeu o moço - culpa de Leonora. Mas está respirando. -Graças a Deus - exclamou Celine, vendo a filha ser colocada na maca e levada á sala de exames - mas o Snoopy... já era! -Na verdade - disse ele - Snoopy não é meu, é do parque mesmo. E creio que não tem mais salvação... -Tuur - chamou Russell - qual é a marca dele? -Foi comprado na Huss. -Leve-o na fábrica direto! - sugeriu Russell - pode haver um jeito sim. Para tudo neste mundo sempre existe um jeito. -Pode ser que sim, Ru e obrigado pela dica. Ah, posso dar uma coisa a vocês? É um papel com os dados de Leonora para denunciá-la. Mas deve ser uma denúncia anônima. Já foi tudo combinado com antecedência. Eu não posso fazer isso, porque ela está o tempo todo em cima, não sai do meu pé! Um verdadeiro horror! -Oque foi que essa cobra aprontou agora? - indagou Dr. Daniel. -Colocou Marina presa naquele Enterprise do parque para incendiar novamente. -Mulherzinha idiota! - exclamou ele - não tem Deus no coração! -Mas deve ser também por telefone comum, certo? -O Reverendo Graham? - sugeriu o médico. -Não, ele só tem celular - disse Celine - e não teria mais paz, seria muito persegui- do! É melhor usar um telefone comum mesmo. -Posso ligar de um dos telefones aqui do hospital - sugeriu ele. -RÁPIDO, por favor! - pediu Celine, alarmada - antes que ela cometa mais loucuras!! -E qual o motivo do cobertor? - indagou Dr. Daniel. -Para protegê-la das chamas ao tirá-la de lá - respondeu Russell, ao lado do moço - foi Tuur quem a tirou do Enterprise incendiado. -Aquele do parque?? Pela terceira vez agora, não?? - desconfiou o médico. -Doutor, o Snoopy não é meu na verdade - respondeu Tuur. -Mas então, se sabia que ele estava ruim e oferecendo riscos ás pessoas, porque o ligou ou permitiu que outras pessoas mexessem? Aí tem coisa, Sr. Tuur. -Doutor, ele já tirou Marina de lá, isso já está bom! pare de ficar condenando! Agora é Leonora quem ocupou o lugar dele! - exclamou Celine. Mas o médico continuava desconfiado. Mas onde colocaria alguém novamente? As outras máquinas estavam funcionando bem, aquele top spin se partira ao meio e incendiara, não existia mais e fora substituído por outro do mesmo modelo. E Snoopy... bem, este já estava erguendo bandeira branca e pedindo água, pois já não se aguentava mais nem com reza brava! Ferro-velho nele, tadinho! O Dr. Daniel agora chega no casal, cochichando: -Esta menina é forte, uma guerreira! Passou por tudo isso! Não achou ruim ao ser examinada, não chorou, deixou cuidar das queimaduras numa boa... Só chorou em silêncio por um curto tempo, mas não pelos exames em si. Já está melhor, mas deverá ficar mais dois dias no máximo para observação. -E o Snoopy, como está? - quis saber Marina, ao ver os pais. -Ele não funciona mais, filha - respondeu Celine brandamente - com você, foi a última vez que o ronco do motor foi ouvido. -Hum... que pena - suspirou ela - mas pelo menos, a Bailarina vai voltar? -Vai sim, amorzinho - disse o pai - mas ela é do Sr. Tuur. -Eu sei - voltou-se ela - mas é que aqui na cidade, enquanto estive na casa dele, ela foi minha amiga. A bruxa a destruiu por ela ter me... -Te protegido e cuidado de você, Mari - concluiu Russell. -E eu dela - cortou a menina - uma cuidando da outra... -Marininha... posso contar oque vc me contou? - indagou o velho médico. -Nãããooo, você me jurou guardar segredo, lembra? -Sim, está certa - ponderou ele - mas só pergunto, pois você falou da saudade do Ballyan... quem é ele, o cachorrinho de vocês? -Não - respondeu Russell - éum Enterprise que Celine tem desde os seis anos, mas é Marina quem fica e brinca mais com ele. O cachorro se chama Cachorrinho mesmo, é um filhotinho de cocker todo caramelado. CAP. 14 Em casa, Tuur pensa em algum modo de ter a menina para si, mas queria Celine também. O problema é a meça ser casada com Russell, com quem namorava desde os 18 anos. Havia combinado com a polícia para levar Leonora para longe ou dar-lhe prisão domiciliar para sempre. -Bom... de qualquer modo, Marina será minha - concluiu ele, pensativo. Levantou-se da poltrona e dirigiu-se á cozinha para tomar uma xícara de café quentinho. O relógio da sala agora batera quatro horas em ponto. Dirigiu-se para a sala de TV e colocou um DVD para assistir, mas acabou deixando de lado e fora ao hospital visitar a meni-na, tendo uma desagradável surpresa ao chegar: Leonora estava lá. Perguntou-lhe oque viera fazer ali. -Passar o tempo - respondeu ela, enfática. -Então vá pegar um cineminha - sugeriu o diretor do hospital que passara por ela naquele momento. -Bah, não enche! - rosnou ela, os longos cabelos rigorosamente presos em um coque apertado. -Que mulherzinha sem-educação! - cochichou uma enfermeira para outra ali perto - se fosse filha minha, o pau iria comer! -Cooooooooom certeza - concordou a outra com a cabeça -ninguém aqui na cidade a suporta! -Olá, meninaaas! - cumprimentou ele ao passar pelo balcão. -Oooi, gatinhooo! - devolveram elas musicalmente, sorrindo. -Tá fraco não, hein? - zombou um jovem que passara por ali - ganhando todas... tá a fim de uma bolinha lá no campo? -Hoje não, obrigado - agradeceu ele - sou péssimo em futebol. Bom, preciso subir. Tchauzinhooo! E entrou no elevador, assobiando um clássico do Air Supply. -Tá vendendo o assobio? hehehe - zombou um jovem médico brincalhão. -Não, doutor - respondeu ele - meu assobio é propriedade particular. O elevador parou no quinto andar. -Vou ficar por aqui - dissera elesaindo. O médico continuara no elevador - tchau, fui! -Olá, filhote! - cumprimentou outro médico de meia idade, que tinha como costume, chamar a todos assim desde pequeno - oque o filhote está fazendo aqui? -Filhooote?? - indagou Tuur, surpreso - e eu lá tenho cara de filhote? -Tem TUDO de filhote hahahahaha - dissera o outro - vou examinar um filhote que se envolveu numa briga de gangues. E você, filhote? -Vim visitar uma amiga. Tchau e bom serviço! O médico seguiu seu caminho e Tuur continuou ali. Bateu levemente na porta e foi atendido por uma enfermeira engomada e de aspecto severo, enquanto Russell e celine encontravam-se na cantina do hospital. -Pois não? - indagou a moça, seca - oque deseja? -Vim visitar a menina Marina - respondeu ele. -O horário de visitas terminou e ela está descansndo - disse ela - por favor, volte em outra hora, sim? Com licença. E fechou a porta na cara, mas ele a segurou: -Jamais faça isso, mocinha! Arrogância não leva a nada - disse ele, sério, o olhar profundo. -Moço, eu vou chamar osegurança - ameaçou ela - já disse que a menina está DORMINDO! Mais respeito, por favor! Que saco, viu?? O diretor do hospital chega naquele momento: -Oque está havendo aqui? -Esse sujeitinho insiste em ver a menina - disse a enfermeira - e nem parente é. -Aah, o Sr. Tivoli Tuur - reconheceu u diretor - como está, rapaz -Muito bem, obrigado - respondeo o loiro. -D. Patrícia, ele está no direito de vê-la, havíamos combinado antes. -Não tem NÃO - retrucou a moça - o horário de visitas ACABOU e a menina está DORMINDO! -Patrícia, terei que demití-la se continuar assim - advertiu o diretor - quero que me acompanhe, por favor. -Tem gente que não respeita mesmo... - suspirou a moça. -Sr. Tuur, pode entrar sim - convidou o diretor - os pais dela estão na lanchonete aqui do hospital e preferem que VOCÊ fique com ela até eles voltarem. -Obrigado, diretor - agradeceu ele novamente. -De nada - voltou-se ele - e Patrícia, me acompanhe, por favor. E ela sai reclamando e emourra o loiro. -Sai da frente, seu chato! Olha oque me fez! -Vou te colocar no Enterprise, ouviu? - advertiu ele. -Aquele que incendiou lá no parque? Pffffffffffff coitado! -zombou ela, acompanhando o diretor.E no mais, tenho verdadeiro HORROR a parques de diversão! Com licença. -'Bom... - pensou ele. Já havia perguntado ao médico se Marina jáestava liberada e poderia ir para casa - 'agora eu a levo de vez comigo...' Nisso, após um longo tempo de sono, ela acorda e levanta-se. -Onde vai, Mari? - indagou ele. -Só fazer um xixizinho básico - respondeu a menina - já volto. E entrou no banheiro assobiando. Ele então nem trouxera a mochilinha dela, já que intencionava levá-la consigo. Ela terminara oque foi fazer, lavou as mãos, secou-as e passou sozinha a pomada nas queimaduras e saiu. Ao voltar ao quarto: -Sr. Tuur, veio na hora errada hahahahaha - caçoou ela, rindo e dirigindo-se a ele e o abraçou. -Eu sei, Mari - assentiu ele, agora sentando-se ao seu lado na cama - a hora de visitas acabou, mas já havia combinado com o diretor que viria vê-la e ele deu uma bronca naquela enfermeira... Os dois riram deliciosamente. -Ela é chata mesmo, liga não - cochichou ela, calçando os tênis. -Mari... - comrçou ele - vim na verdade, para te levar comigo para minha casa. -Xiiiiiiiiiii,não posso, Tuur! - disse ela -o médico ainda não me liberou! Nessa hora, chegou o Dr. Daniel para examiná-la. Cumprimenta os dois e pede á menina que mostre-lhe as partes queimadas. -Ok, ok! - assentiu ele -mas pra desintoxicar bem, aconselho a beber bastante água. E NADA de mexer com fogo, hein? -Não foi ela, doutor - cortou o loiro - Foi Leonora quem a colocou lá no Enterprise do parque para incendiar novamente. -NÃO permita mais que isso volte a acontecer, Tuur - disse o médico, sério - e pelo amor de Deus, CONSERTE aquele brinquedo ou TIRE-O do parque, antes que ofereça riscos a mais pessoas! -Está certo, vou ver oque posso fazer - assentiu ele - ela já pode ir? -Sim, mas só deve sair com os pais dela - respondeu o médico - e você poderá acompa- nhá-los, se quiser. Nesse momento, o casal entra no quarto e vê a menina de mãos dadas com o moço. -Onde ia, filhota? - indagou a mãe. Mas foi Tuur quem se adiantou e respondeu: -Ia levá-la até vocês na lanchonete. O médico já a liberou. -Ah, graças a Deus! - explodiram os pais - agora vamos á casa do reverendo Graham pegar nossa mala e... -Minha mochila está na casa do Sr. Tuur! - interveio a menina. -Ué - cortou Celine - não disse que iria trazer a bolsa dela? -Na verdade, gente - confessou o moço - tensionava levá-la comigo para minha casa. -Com aquela mulher por lá? - desconfiou a moça - ela não sai do seu pé e vai querer fazer de tudo para torturar e ferir nossa filha. Olha, nós vamos papa o Brasil, pois temos que trabalhar e Marina tem que voltar á escola. E além do mais, daremos um tempo longe daquela maluca e em julho, poderemos voltar. -Tem razão, amor - ponderou Russell - quem sabe até lá, a Bailarina já está pronta? -Estão certos vocês dois - interveio Tuur - levarei a mochila dela até a casa do reverendo, poderão esperar? -Creio que sim, Tuur - respondeu o cineasta recém-graduado. -Bom...vamos?- chamou Celine - amor, pega a Mari, só por precaução. Ele então toma a filha nos braços e os quatro despedem-se do velho Dr. Daniel e saem do hospital. Belatrix já os aguardava ali junto á porta e eles embarcam. Ela alça vôo e Marina solta os cabelos, deixando-os ao sabor do vento. CAP. 15 -Mas não é possível!! - exclamou Tuur, ao olhar para baixo - Bela, abaixa, por favor. A Enterprise desce e ele desembarca, ordenando-lhe que suba, mas em posição horizon- tal e os três o esperem a bordo. Sai então ao alcance de Leonora. Empurra-a e entra na casa, indo direto ao quarto. Encontra e pega uma mala que encontra ali no canto, com uma etiqueta com os nomes Russell e Celine. Chama pelo padre e sua irmã,que não respondem, até que os descobre presos em um dos quartos. Rapidamente os liberta, mas os decobre mortos por tiros pela megera e vê a pequena casa rompendo-se em chamas. Então, pega a mala e sai imediatamente dali, chamando pela Enter e embarcando. Fechando sua grade, ele ordena que alce vôo para longe dali, segurando a pequena mala entre suas pernas. Chegam na mansão: -Bela, desce! - pediu ele e a Enter abaixou-se. Ele desembarcou e pediu que o aguardassem ali, como poucos minutos antes, na casa do padre. Entregou antes a mala ao casal. -Aqui a mala de vocês, vou pegar a da menina - disse ele - está com tudo dentro? -Está sim, Tuur - respondeu ela - mas quer que eu vá com você? -Olha só, eu a trago aqui e você confere se não está faltando nada, ok? É melhor esperar aqui com seus pais, só por precaução, Leonora pode estar por aí em qualquer lugar e eu não quero que te aconteça mais nada, certo? -Hum... está bem pra chuchu, Sr. "Tutu" hahahahahaha - responde ela. -Ok - disse ele - Bela, fique no alto com eles, está bem? Já volto. Tuur entra em casa e Belatrix começa a subir, mas Leonora a segura firme e abre a grade, arrancando com violência a menina das mãos de Celine e a leva aos gritos para sua casa. -Pare de gritar, sua peste! - ordenou ela - vai ver oque é bom pra tosse! -SOCOOOOOOOOOOOOOOOORROOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!! - continua gritando. Tuur vinha saindo no momento e, ao ver a cena, deixa a mochila com Russell e corre desabalado ao encalço da megera, ordenando para soltá-la, mas ela logo entra em casa e tranca a porta, levando-a para cima. -Para onde está me levando? - indagou ela, debatendo-se - ME SOLTA, SUA BRUXA MÁ! -CALE-SE! - ordenou a mulher - vou te trancar no sótão, bem presa, de onde NINGUÉM a libertará! E atearei fogo á casa! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAAAAAAA!!!!!!!! E sabe porque ninguém a salvará de mim, menininha? Porque agora ando armada, exatamente para não permitir que te salvem! Tivoli Tuur ficou muito amiguinho seu, isto não era para acontecer e não tolerarei este absurdo!! Ele se afeiçoou a você. -E daí, sua bruxa? Tá com ciuminho, é? - zombou a menina. -NÃO brinque comigo, sua insolente! - rosnou ela, enfezada. Pegou então duas cordas e um pano que ali encontrara e a atou nas pernas e os braços atrás do corpo. E com o lenço, a amordaçou para que ela não gritasse. Marina ficou se torcendo para se libertar, mas sem sucesso. Tentou gritar,mas foi-lhe impossível. Leonora então a colocou sobre a cama, trancou a janela e a porta ao sair e desceu, guardando a chave na cômoda de seu quarto. E Tuur chega e pula a janela, sendo recebido com latidos furiosos da pequena Cherry. Tomando a yorkshirezinha nos braços, a coloca para fora da casa, jogando-lhe vários petiscos como distração. Então dá de frente com a mulher,que lhe aponta a arma, mas ele a tira de sua mão e a descarrega, guardando consigo a própria arma e a munição para entregar á polícia mais tarde. -Onde colocou a arma e a munição? - indagou ela, furiosa - devolva-me. -JAMAIS a devolverei, Leonora - responde ele, sério - SAIA da minha vida de uma vez! -NUNCA - devolve ele - eu juro, loirinho oxigenado! -Não estou nem aí para suas ofensas - disse ele - oque vem de BAIXO NÃO me atinge! Agora SAIA! - ordenou, empurrando-a com violência escada abaixo e esmurrando a porta do sótão, assustando a menina. -Mari, desculpe o susto - sorriu ele, voltando ao seu jeito habitual - já te solto. Encontrou ali uma tesoura e, com esta, libertou-a da mordaça. -Tuur, rápido! - pediu a menina - ela vai por fogo na casa! Ele a liberta das cordas e a toma nos braços e ela o abraça forte. A megera então, mesmo dolorida da queda, sobe e reaparece no sótão, reencontrando a menina já liberta nos braços do moço. Inicia-se um ataque de fúria e loucura e ela os ameaça com a tesoura. Tuur esquiva-se a fim de proteger Marina. Ela então pega um fósforo e acende, colocando-o próximo ao rosto da menina, que assopra, apagando-o. -Boa, Merina - elogiou o moço - muito bem, chega de incêndios! Vamos sair daqui. -Aaaah,mas não vão sair meeeeeeeeeeesmo!! - zombou a bruxa, colocando-se entre a porta e os dois. Pegou um pote de combustível e despejou ali, acendendo outro fós- foro em seguida e jogando-o no cômodo. Rapidamente, as chamas irromperam, assustado- ras e a bruxa desce correndo e rindo alto. Nisso, algo aparece, arrombando a parede do sótão com violência. Era seu enterprise de carros pretos. Com Marina firmemente nos braços, o moço embarca e abaixa o teto, ordenando-lhe que suba e voe para longe. Obedecendo prontamente, muito em breve, já estavam de volta á mansão, onde Russell e Celine os aguardavam a bordo da Enter Belatrix. CAP. 16 Eles voltaram! - explodiu Celine - graças a Deus! Belatrix abaixou-se, permitindo o desembarque. E Tuur sai e a entrega aos dois, que a abraçam forte e agradecem. -E Leonora? - indaga o jovem. -Deve ter fugido por aí - respondeu ele - ateou fogo á casa. Por sorte, peguei Marina á tempo. -Meu Deus - exclamou a moça - aquela mulher deve ter ido para qualquer lugar, até para o... -Acalme-se, amor - tranquilizou-a Russell - não vamos pensar no pior. -Infelizmente TEMOS que pensar - ponderou ela - por nossa segurança e de Marina. Aquela mulher é capaz até de matar! -Eu tirei a arma das mãos dela - disse Tuur. -Ela pode pegar outra em qualquer lugar, com qualquer pessoa, Tuur - suspirou a moça. -Vou entregar a arma e a munição á polícia - tornou ele a dizer - não sou homem de andar armado por aí. -Poderia ter... - cochichou a moça, mas ele a cortou: -Estou de colete sob a roupa, não se preocupem. -Espertinho pra chuchu... - cochichou ela para o pai. Assobiou para disfarçar, mas o moço a pegou no flagra. -Oque disse, Mariii? -Eeeu?? Hum... nada! -Sei, viu? Sua espertinha! -Ai, meu santo cachorrinho!! -Bom... - começou Celine - o jeito então é... -Senhooooooooor!! - gritou Luciano lá de dentro - venha ver essa!! -Oque é? - indagou Tuur. -A morte de Leonora D`Arc - respondeu o funcionário amigo do loiro. -Vamos nessa! - convidou ele - querem entrar? O trio aceitou e o acompanhou. Marina então disse: -Vou ficar lá no quintal com os Enters, mas quero OUVIR a reportagem, ok? -Está bem, filha - assentiu Celine - pode ir, mas cuidado, está bem? -Ok. Bela, vamos brincar lá fora! E lá se foi a menina correndo para o quintal, a Enter girando sobre ela. Pararam ao chegarem e juntarem-se aos outros. -Ois, pessoal! - ela cumprimentou os "amigos voadores", que responderam, suas vozes metálicas ecoando pelo ar - vem, vamos na janela da sala, ouvir a reportagem da televisão. É a morte da bruxa Leonora! E todos se juntaram á janela. Lá dentro, na TV: "-E vamos ás notícias da semana" - anunciou o âncora do jornal - Leonora D`Arc fale- ceu ontem. Ela desembarcou no aeroporto de Guarulhos, grande São Paulo, e tomou um taxi, que foi atingido por uma carreta que vinha na contra-mão. O motorista do taxi também morreu na hora. O condutor da carreta estava bêbado e dormia ao volante. Vamos agora ás notícias locais..." -Hum... - pensou Russell - o perigo já passou. Poderemos retornar ao Brasil tranqui- los... -É, pode ser... - pensou Celine - mas estou preferindo que nos mudemos para cá, viu? Para a cidade. -É... com esta onda de violência que está em São Paulo... - assentiu o esposo. -Casa por aqui é oque não falta - ponderou Tuur. Celine diz preferir uma casa ao centro, para facilitar para a menina ir á escola, pois o casal trabalha em casa on line. Contaram á ele em que os dois trabalhavam e eram formados. -Nossa, dá uma boa renda, hein? - exclamou ele - em casa é melhor ainda. Já eu preci-so sair por aí... E ele contou ao casal oque faz. -Lido mais com os parques dos eventos. Mas organizo também exposições, shows, eventos culturais, educacionais... mas tudo aqui na Estônia mesmo. E contou também a história de Leonora desde o princípio, de quando se conheceram e ela começou a trabalhar para ele... -Foi só Marina chegar e ela começou a maltratá-la? - deduziu Russell. -Quando dei uma bronca nela por ter gritado com a menina, ela tornou-se um inferno em forma de gente! -Imagino, Tuur - ponderou Celine - ficou com ciúme. Provavelmente achou que deveria continuar mau depois de tudo oque nos fez passar quando viemos pela primeira vez. Não conseguiu aceitar que as pessoas mudam e odiou sua mudança... -Francamente... - confessou ele - não sei oque vi em Marina, que me afeiçoei á ela, desde que a vi na foto que enviaram por e-mail. Aliás, soube que ela é filha adotiva de vocês e creio que ela também sabe... -Sabe sim, Tuur - respondeu Celine - nós conversamos muito com ela e, hoje em dia, a adoção já não é mais tabu. Precisei fazer um tratamento que eliminou minha regra, pois estava me prejudicando muito. Então, passaram-se alguns meses e nos formamos e, dois meses depois, nos casamos. Dois meses depois, a adotamos. Ainda estava na maternidade, com dez meses. -Ninguém contou nada sobre ela á vocês? - indagou ele - quem a deixou... -Não - respondeu Russell - só que a mãe a deixou ali e foi embora sem deixar informação alguma. Nós a pegamos, registramos e a batizamos de Marina. Ela sequer tinha nome ainda. -Não sei se é a pessoa que imagino... - sussurrou Tuur - conheci Kristanna na facul- dade. Namoramos e nos casamos. Fomos passar nossa lua-de-mel no Brasil, passando por vários estados. Ela só começou a sentir os sintomas da gravidez pra valer quando estávamos em São Paulo e ela chegando ao nono mês, quando a bolsa rompeu. Eu já sabia da gravidez desde o início, pois ela mesma me contou. Apenas os pais dela eram contra nossa união, não se sabe ao certo o motivo. Fomos ás pressas para o Albert Einstein e ela deu á luz. Mas teve uma eclâmpsia muito forte e não aguentou. Acabou falecendo. Eu queria trazer a menina, mas a equipe médica não permitiu, por ter nascido prematura. Mandaram-me voltar para casa e voltar ao hospital mais tarde. Disse que morava em outro país, longe. Então disseram-me que outro casal poderia adotá-la. Rezei muito para que fosse algum casal que realmente GOSTASSE de criança e a amasse DE VERDADE. E Deus colocou vocês na vida dela. Nesse momento, sem que o trio percebesse, Marina ouvia tudo pela janela. E cochichou em seguida para os Enters ali perto. -Então... sou filha do Sr. Tuur? -"Provavelmente, Mari" - respondeu um deles - "vamos ouvir tudo". E o trio continuou a conversa. -Ah, Tivoli... - suspirou Celine - só me preocupo com a reação dela quando souber... -Amo-or - chamou Russell, abraçando carinhosamente a esposa - você não disse que quer sair do Brasil e vir morar aqui em Rakvere? Ela pode continuar conosco e, ao mesmo tempo... -Não sei ainda se REALMENTE ela é minha filha legítima - ponderou Tuur - é preciso um DNA. Mas se for, ela pode continuar com você, se ela quiser. -É oque estava dizendo a Nyne - cortou o marido - ao mesmo tempo, estar próxima do possível pai biológico. Celine quer vir para cá, mas no centro, para facilitar quanto á escola. -As melhores são no centro mesmo - assentiu o loiro - a qual método ela está acostumada? -Montessori, conhece? -Conheço sim, é a mais liberal, onde se vê o aluno como indivíduo e permite que cresça e aprenda no próprio ritmo, sem qualquer pressão. Tem-se a libedade de escolher as próprias atividades. E costumam ser fisicamente grandes também, de espaço. Próximo ao parque tem uma. -Certo, obrigada - agradeceu Russell - mas precisamos ver casa primeiro. Só assim, poderemos nos mudar. -Poderia ser amanhã, Tuur? - idagou Celine - já está escurecendo. -Ôpa, pode sim - respondeu ele - além do mais, hoje o dia foi super cheio e amanhã, a Mari poderá ir conosco. Mas quanto ao DNA, acho que vou aproveitar que ainda não escureceu e ir com ela ao hospital. Acho que ela e meus Enterprises ouviram a con- versa pela janela. Hehehe Ela tem medo de agulha? -Xiiii, nem tchum! Toma as vacinas numa boa e ninguém precisa segurá-la. Não se preocupe quanto a isto, certo? Tuur então a chama e, junto aos pais, conversa com ela. Leva-a consigo para o hospital e colhem o sangue. Rapidamente,recebem o resultado da análise, feita ali mesmo, devido á alta tecnologia na área de exames de paternidade e outros afins. Voltam para casa, um médico especialista na área os acompanha e só lá, abrem o enve- lope. -Vamos abrir o envelope então? - indagou Tuur, o médico ao lado. E Marina, de brinca- deira, anunciou: -E o Oscar vai para... Os quatro riram deliciosamente. O parqueiro abre finalmente o envelope e entrega o papel nas mãos do médico, que coloca seus óculos e lê: -DNA positivo - anuncia - a menina realmente é filha legítima de Tivoli L.V. Tuur. Jesus! O moço ficou mudo e sem reação. A emoção foi tanta, que só faltava ele desmaiar. -Acabou a dúvida, Tuur - disse Celine, aproximando-se dele - agora é certeza. -Ficaria para tomar um café conosco, Dr.? - convidou ele. -Não posso, obrigado - agradeceu e saiu. CAP. 17 Foram necessários três meses para o casal e a menina retornarem ao Brasil, acertar tudo, embalar os pertences, verificando se não ficara nada para trás. -Como vamos fazer com o Ballyan? - indagou ela - não quero deixá-lo. -Ele vai também, filha - respondeu o pai - não vamos deixá-lo para trás, está bem? Onde vamos morar tem um espaço enooooorme no quintal para ele e para Cachorrinho também. Vão poder brincar a valer. A casa nova no centro de Rakvere já fora acertada e, na verdade, Ballyan já fora levado e montado lá. Era quase igual á casa em São Paulo, porém muito maior por dentro e fora, no quintal. Havia piscina grande e bastante espaço para ela brincar a valer com o cãozinho e seu Enterprise. Ouviram então a buzina do caminhão de mudanças que levaria tudo para a nova casa. E a família fora de avião, Cachorrinho encontrava-se enjaulado e anestesiado no bagageiro, dormindo. Um mês depois, já estavam na nova casa, já mobiliada e pronta. Faltava apenas procurar escola para Marina Tuur. E esta, adivinhem DOQUE irá e voltará da escola?? Isso mesmo! Bailarina ficara pronta e fazia tudo como antes, nada mudara na bela Enterprise, que ficara para a menina e fazendo companhia a Ballyan. Este também fazia tudo e agora também ganhara o dispositivo com a programação que o permitisse comunicar-se, tal como os outros. Cada semana era um que a levava e buscava em qualquer lugar que fosse. E, no fim de semana, férias e feriados, quando queria, ia visitar o pai biológico. E a paz finalmente tomou conta de uma vez por todas da família. F I M

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