domingo, 10 de outubro de 2010
"O DESTINO DE POLLY"
CAP. 4
O consultório era em SP capital. Seu esposo dera-lhes duas passagens de avião e elas foram ao aeroporto de Manaus, onde embarcaram. Pousaram na casa de uma irmã de D. Dalila, essa boa vizinha, que as acolheu com bondade e, no dia seguinte, as levou. Ao chegarem, deixou as duas na porta para ir buscar o filho na escola e a vizinha então explicou o caso da criança á secretária, que pediu que aguardassem.
-A médica logo irá chamá-las - disse. Deu-se alguns minutos e Dra. Lappy a aguardava, sorrindo pacientemente de pé á porta. Ela mesma, Neeor Lappy, adulta e formada, fazendo temporada clinicando no Brasil.
-Não precisa ter medo, Pollynha - disse, branda, acocorando-se ao nível da menina - não há nada aqui para machucar, está bem? Nunca foi ao médico?
-Nunca - murmurou, enquanto entrava. Neeor fechou a porta e cada uma sentou-se em uma ca
deira. A moça fez perguntas e D. Dalila foi respondendo, deixando que a menina também falasse de vez em quando.
-E qual foi o motivo da gripe?
Amenina contou-lhe, ainda timidamente, o que seus pais obigavam-na a fazer. A vizinha confir
mou e a moça ficou pasma. Tinha uma filha, a Looping Star, e não acreditava que muitos pais ainda faziam crueldades com seus filhos, e nem mesmo admitia que ofizessem, achava errado.
-Por favor, Polly - chamou, estendendo a mão para a menina - poderia vir aqui pra tia poder te examinar?
Relutante e temerosa, a menina pegou a mão da moça e caminhou para a cadeira onde sentara-se. Mostrando-lhe os instrumentos e deixando-a tocá-los, ela dissera calmamente os nomes de cada um e suas funções, assim, ela deixou que a moça a examinasse.
-Tem filhos, tia Neeor? - indagou timidamente.
-Tenho sim uma, agora com 7 anos. Se chama Looping Star.
-Nome diferente - murmurou - legal.
A consulta chegava ao fim e a pequena Polly lamentava-se intimamente por ter de ir embora. Desejou ficar com a moça para sempre. Pensava e sonhava enquanto ela receitara um remédio e um bom descanso, deixando a garota preocupada.
-Por que se preocupa, lindinha? - indagou a médica.
-Por que meus pais não vão deixar...
D. Dalila contou absolutamente tudo e Neeor agora ficara horrorizada, lágrimas rolavam de seus olhos claros.
-Desculpe por te fazer chorar- murmurou ela - eles sempre dizem que minha vida não interessa pra ninguém.
-Oh não- voltou-se a médica - foi muito bom ter contado, pois poderemos tomar alguma atitude. Só peço que, por favor, não conte á eles o que será feito, está bem? D. Dalila, poderia, por favor, me passar o endereço da casa dela ou da sua? Somente o nome da rua e o número, por enquan
to...
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