domingo, 10 de outubro de 2010

"O DESTINO DE POLLY"

CAP. 7 De volta á roça, o casal tornou a espancar ainda mais a menina, humilhando e xingando-a até mi nar toda sua energia, sua vida, suas lembranças e sonhos, destruindo toda sua paz de espírito. -Nois tem que sair daqui - disse José. -Como? - interrogou Lolita - nois num tem grana nem pra comê dereito, como vamo mudá di casa? -Qui si foda, nois fica dibaxo di ponte, qui num faiz deferença arguma! -E pra donde nois vai? - voltou a perguntar a mulher. -Ah, muié, nois tem qui aprendê a si virá! -Diz por tu, num sô tatu pra ficá mi virando por aí! -Bom... nois vai pra otra cidade, quarqué lugar bem longe daqui, isso é certo. I di madrugada pra ninguém vê nois! -E sem avisá ninguém! Essa Dalila é uma inxirida, pru que ela tinha qui si metê donde num é cha mada? Odeio isso! -Ô, mardita disinfeliz - gritou o pai para a filha - imprestáver, arruma tuas troxa, qui nois vai si mandá daqui, anda logo, é pra AGORA! -Vamo ficá bem longe daquele casar isquisito qui si apegô cucê. -Nunca mais vou ver a tia Neeor? - murmurou ela para si mesma, mas infelizmente os dois ou viram. -NUNCA - responderam em coro. -Isquece aquela muié, sua besta! -Ela nem qué ocê di vredade, só feiz cena! Ninguém nunca vai querê ocê. -Ocê oviu, muié? - voltou a dizer o marido - a tar dona dotora nem é daqui do Brasir, nem o mari do, intão, logo vai simbora pro país di nome istranho como o dela. -E aquele tar brucutu qui barrô o caminho di nois, nem tem o que dizê dele...

Nenhum comentário:

Postar um comentário